Governo Trump pede à Suprema Corte que libere a construção de muro na fronteira com o México, na região de Big Bend
O governo de Donald Trump apresentou à Suprema Corte dos EUA um pedido de emergência para retomar a construção de barreiras em centenas de quilômetros da fronteira no Texas, bloqueada por uma juíza federal.

O governo de Donald Trump pediu nesta quarta-feira (21) à Suprema Corte dos Estados Unidos que autorize o prosseguimento da construção de um muro na fronteira com o México, ao longo de centenas de quilômetros na região de Big Bend, no sudoeste do Texas. Uma juíza federal havia bloqueado as obras, que provocaram objeções locais.
O pedido de emergência
No pedido, o procurador-geral adjunto D. John Sauer pediu que os ministros intervenham para que o projeto siga adiante. Ele classificou a decisão da primeira instância como "infundada" e disse que interromper a obra naquele trecho deixaria "uma lacuna de mais de 300 milhas (480 km) nas defesas da fronteira". Segundo Sauer, a lacuna "funcionaria como um ímã perigoso a ser explorado por cartéis e outros agentes mal-intencionados".
A ação e a decisão da juíza
Um guia de passeios fluviais, um grupo de preservação de igrejas e uma organização ambientalista, junto com proprietários de terras locais, entraram com uma ação em abril para barrar o plano do governo de construir barreiras ao longo de mais de 800 km na fronteira. O plano incluía obras no Parque Nacional Big Bend e provocou meses de protestos e pressão nos bastidores.
Os autores argumentam que o governo Trump excedeu os poderes previstos na Constituição e que o projeto ameaça o meio ambiente local. Em 2 de outubro, a juíza federal Kathleen Cardone, de El Paso, no Texas, deu razão aos grupos. Ela concluiu que o governo provavelmente extrapolou sua autoridade ao dispensar leis ambientais federais e outras medidas para acelerar a construção, e ordenou que cumprisse todas as leis aplicáveis.
Próximos passos
Os advogados do governo pediram então à juíza que suspendesse a própria decisão, classificada por eles como "sem precedentes" e "excessivamente ampla", e recorreram à Suprema Corte. Na terça-feira (20), Cardone respondeu que manteria a suspensão das obras em vigor, o que levou o governo a apresentar o pedido de emergência aos ministros. A Suprema Corte não anunciou imediatamente um prazo para analisar o caso.
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