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POLÍTICA ECONÔMICA

Coordenador do programa de governo de Lula endossa proposta de Lara Resende para juros, um dia após Durigan rejeitá-la

José Sérgio Gabrielli defendeu em artigo um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, ideia que o ministro da Fazenda disse no domingo (1º) que o governo não adotará.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Coordenador do programa de governo de Lula endossa proposta de Lara Resende para juros, um dia após Durigan rejeitá-la
Foto: Reprodução

O coordenador do programa de governo da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Sérgio Gabrielli, endossou na segunda-feira (2), em artigo, a proposta do economista André Lara Resende de criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional. A manifestação ocorre em meio à reação negativa do mercado financeiro à ideia e um dia depois de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitá-la publicamente. No domingo (1º), Durigan declarou que o governo não planeja adotar o tabelamento de taxas de juros.

A proposta

Lara Resende, um dos elaboradores do Plano Real, propõe uma estrutura mais ampla que o Conselho Monetário Nacional (CMN), para definir metas conjuntas de política fiscal e monetária para um horizonte de 4 a 5 anos. O plano prevê reduzir a Selic gradualmente ao longo de 12 meses, até 7,5% ao ano, com posterior estabilização entre 3% e 5,5%. Para isso, seria preciso alterar o modelo atual de definição dos juros pelo Banco Central.

O que diz o artigo

No texto, intitulado "Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027", Gabrielli sustenta que o governo deve buscar a queda dos juros por meio de ajuste progressivo de gastos e receitas, sem impor austeridade ao eleitorado. Para ele, os juros elevados são o principal fator por trás da expansão da dívida pública, e não há correlação direta, nas últimas décadas, entre o resultado primário e a trajetória dos juros no Brasil.

Gabrielli cita que a dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em setembro, mas afirma que não há razão para alarme: a dívida líquida está em 69,3% do PIB, 90% dos débitos são em moeda nacional e o país tem reservas cambiais. Na avaliação dele, a pressão sobre os preços vem de fatores externos, e a alta do dólar e o recuo da B3 após o resultado eleitoral refletem o posicionamento do mercado financeiro.

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