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DISPARO EM SP

Gabinete diz que deputado Marcelo Aguiar estava sob efeito de medicamentos fortes quando houve disparo em bar de São Paulo

A assessoria do deputado estadual do PL afirma que ele teve reação adversa a remédios e nega que tenha sido preso. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de disparo acidental, mas o registro da PM diz que ele atirou de propósito.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Gabinete diz que deputado Marcelo Aguiar estava sob efeito de medicamentos fortes quando houve disparo em bar de São Paulo
Foto: Reprodução

O gabinete do deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) afirmou nesta segunda-feira (19) que o parlamentar estava "sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa" e que acabou se envolvendo em uma discussão em um bar de São Paulo, onde houve um disparo de arma de fogo.

A nota do gabinete

Em nota, a assessoria disse que o deputado "em nenhum momento foi preso" e que apenas prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado em seguida. Segundo o texto, ele estava em casa e passaria por consulta médica. A assessoria declarou ainda que Aguiar confia na Justiça e tem a convicção de que os fatos serão esclarecidos no momento oportuno. O flagrante não foi formalizado em razão da imunidade parlamentar, de acordo com a assessoria.

As versões sobre o disparo

O tiro atingiu de raspão o pé do apresentador Fred Bruno, que estava no local e relatou ter sentido uma ardência muito forte. A principal hipótese da Polícia Civil é que o disparo tenha sido acidental, quando o deputado caiu no chão após discutir com homens que o abordaram por, supostamente, importunar mulheres no estabelecimento. No registro da Polícia Militar, porém, consta que Aguiar atirou de propósito, ao tentar se defender.

Uma testemunha que não conhecia o deputado disse que o viu muito bêbado, segurando uma taça de vinho, e afirmou que ele tocava e tentava pegar no cabelo de clientes. A versão é da testemunha e não foi confirmada pelas autoridades.

Alesp e PL

A Assembleia Legislativa de São Paulo informou que Aguiar será investigado pelo Conselho de Ética, após pedido de abertura de processo disciplinar feito pelas deputadas Ediane Maria e Monica Seixas, ambas do PSOL. O carro do deputado, apreendido na ocorrência, tinha placas oficiais, e a Alesp diz que não reconhece o veículo como parte da frota da Casa.

Em nota, o PL afirmou que acompanha o caso com atenção e preocupação, que ele está sob investigação das autoridades competentes e que é importante respeitar os procedimentos legais. Deputados estaduais do partido tentam se afastar do colega. Um deles, Tenente Coimbra, disse que Aguiar "chegou ao PL na última hora": ele deixou o Podemos e se filiou ao partido em março deste ano. Integrantes da bancada avaliam que o episódio não deve prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

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