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FRANÇA

França mantém toques de recolher após protestos violentos, e chuvas deixam ruas alagadas no sul do país

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu disse que os toques de recolher localizados ajudaram a manter a calma na noite de segunda-feira (19). Na madrugada de terça (20), temporais alagaram a cidade de Lunel, no sul.

Redação MNMundo2 min de leitura
França mantém toques de recolher após protestos violentos, e chuvas deixam ruas alagadas no sul do país
Foto: Reprodução

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou nesta terça-feira (20) que os toques de recolher direcionados contribuíram para a calma durante a noite, após a onda de protestos violentos do fim de semana. Segundo ele, novos toques de recolher serão decididos onde a situação exigir, por líderes locais e prefeitos. No sul do país, temporais alagaram ruas da cidade de Lunel na madrugada.

Toques de recolher

Autoridades francesas impuseram toques de recolher localizados, inclusive em partes de Paris, como a Place de la République e as ruas ao redor do mercado de Les Halles. Outras medidas proibiram aglomerações temporariamente ou impuseram toques de recolher para menores em cidades como Lyon, Marselha, Nice, Lille, Douai, Wattignies e Denain. Na segunda-feira (19), Lecornu havia pedido a algumas cidades que adotassem toques de recolher parciais para proteger pessoas, propriedades e comércios.

As medidas vieram depois de mais de 2 mil pessoas serem presas no fim de semana, com pelo menos dois mortos e relatos de ferimentos graves, incluindo duas pessoas que perderam as mãos. A polícia usou gás lacrimogêneo contra multidões e enfrentou manifestantes encapuzados que atearam fogo e invadiram lojas e prédios públicos.

Origem dos protestos

Segundo o Ministério do Interior, cerca de 550 mil pessoas participaram dos atos de sábado (17). Os organizadores estimaram 800 mil. As manifestações começaram em setembro com uma greve de estudantes e professores em uma escola de ensino médio nos subúrbios de Paris, que pediam mais funcionários e recursos. Elas se ampliaram para críticas ao custo de vida e à deterioração dos serviços públicos. O presidente Emmanuel Macron disse que quem destruiu deve pagar e prometeu reuniões ao longo da semana para discutir propostas concretas. Novas manifestações estão previstas para o próximo sábado. A eleição para suceder Macron ocorre em cerca de seis meses.

Chuvas no sul

Em Lunel, no departamento de Hérault, a prefeitura ativou uma célula de crise à 1h e acolheu 23 pessoas em um ginásio municipal. Às 8h, diversas vias continuavam fechadas. A agência Météo-France colocou Hérault e Gard em alerta laranja, com previsão de 200 a 250 milímetros de chuva, localmente até 300. Em Gard, mais de 30 estradas e pontes chegaram a ser interditadas, e a rodovia A9, entre Nîmes e Gallargues, teve o tráfego interrompido antes da liberação parcial.

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