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FRANÇA

Premiê da França convoca reunião de emergência após fim de semana de saques e violência; ministro do Interior tentou renunciar

Segundo o Palácio do Eliseu, Laurent Nuñez ofereceu a renúncia, mas Macron pediu que ele proponha medidas de segurança. Cerca de mil policiais ficaram feridos no sábado.

Redação MNMundo2 min de leitura
Premiê da França convoca reunião de emergência após fim de semana de saques e violência; ministro do Interior tentou renunciar
Foto: Reprodução

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, convocou para esta segunda-feira (19) uma reunião de emergência para avaliar a onda de violência e saques que atingiu o país no fim de semana, com episódios tidos como os mais graves de desordem pública da história recente do país.

Ministro do Interior

O Palácio do Eliseu informou que o ministro do Interior, Laurent Nuñez, tentou apresentar sua renúncia na manhã desta segunda. O presidente Emmanuel Macron pediu que ele avalie medidas para reforçar a segurança nas ruas e garanta que os responsáveis pela violência sejam levados à Justiça. Adversários políticos e alguns sindicatos acusam Nuñez de não ter se preparado e de ter mobilizado efetivo insuficiente para os protestos de sábado.

O que aconteceu no sábado

Mais de meio milhão de pessoas, em sua maioria de forma pacífica, protestaram contra o aumento do custo de vida e a queda da qualidade dos serviços públicos, incluindo a educação. Os atos se tornaram violentos com a ação de grupos mascarados vestidos de preto. Estima-se que 1,5 mil lojas e estabelecimentos comerciais tenham sido saqueados e destruídos. A polícia de choque usou gás lacrimogêneo e canhões de água, e o Ministério do Interior informou que cerca de mil policiais ficaram feridos, sete deles gravemente.

Reações

A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, quer abrir um inquérito para apurar o que ocorreu. Em pronunciamento na noite de domingo, Macron apelou à unidade nacional e disse que os autores da violência serão punidos. O discurso foi criticado na imprensa francesa por falta de detalhes. A secretária-geral do sindicato CGT, Sophie Binet, acusou o presidente de ignorar as preocupações dos estudantes e a crise do custo de vida. Novas manifestações em massa foram anunciadas para as próximas semanas.

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