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PROTESTOS NA FRANÇA

França mobiliza 70 mil policiais para nova onda de protestos no fim de semana

O ministro do Interior francês anunciou reforço de segurança com blindados e canhões de água para o ato previsto para sábado (24). Cerca de 2.700 pessoas foram presas desde o dia 17.

Redação MNMundo2 min de leitura
França mobiliza 70 mil policiais para nova onda de protestos no fim de semana
Foto: Reprodução

A França vai mobilizar cerca de 70 mil agentes de segurança neste fim de semana para conter uma nova onda de protestos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23) pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, em entrevista coletiva.

Reforço e alerta nas redes

Segundo Nuñez, as autoridades identificaram nas redes sociais apelos à violência e a saques. "Identificamos numerosos apelos de movimentos de extrema esquerda e de extrema esquerda radical", afirmou o ministro. A operação terá unidades policiais de elite, cerca de 20 veículos blindados e 15 veículos com canhões de água.

Balanço das manifestações

O reforço ocorre depois de novos atos em Paris na quinta-feira (22) e de confrontos no fim de semana anterior, considerados alguns dos mais violentos dos últimos anos no país. Desde sábado (17), cerca de 2.700 pessoas foram presas em meio às manifestações e a saques a lojas, de acordo com o ministro da Justiça, Gérald Darmanin. Em Limoges, um incêndio quase destruiu a prefeitura, instalada em um prédio do século XIX.

Restrições e próximos passos

O governo avalia novas restrições a manifestações. Autoridades locais já proibiram atos em algumas regiões e adotaram toques de recolher noturnos em cidades afetadas, e planejam vetar protestos em Lyon, Marselha e Montpellier. O presidente Emmanuel Macron afirmou que as medidas buscam proteger áreas centrais, lojas e prédios públicos, e atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda radical e a criminosos interessados em saques.

Estudantes do ensino médio e universitários dizem que continuarão mobilizados, apesar do início do recesso escolar de outono. A expectativa é que integrantes da Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das principais centrais sindicais do país, se somem ao movimento dos coletes amarelos no ato de sábado (24). O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, reuniu-se na quarta-feira (21) com representantes sindicais.

Os protestos começaram com demandas ligadas à educação e passaram a incorporar o aumento do custo de vida. A crise ocorre a poucos meses da eleição presidencial de 2027.

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