Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
FRANÇA

França mobiliza 70 mil agentes para protestos de sábado, e Louvre, Orsay e Picasso fecham as portas em Paris

O ministro do Interior francês anunciou um efetivo de 70 mil policiais e gendarmes para as manifestações de sábado (24). O Ministério da Cultura confirmou o fechamento de três grandes museus de Paris.

Redação MNMundo3 min de leitura
França mobiliza 70 mil agentes para protestos de sábado, e Louvre, Orsay e Picasso fecham as portas em Paris
Foto: Reprodução

A França vai mobilizar cerca de 70 mil policiais e gendarmes para as manifestações previstas para este sábado (24) em todo o país, anunciou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, nesta sexta-feira (23). No mesmo dia, o Ministério da Cultura informou que o Museu do Louvre e os museus d'Orsay e Picasso ficarão fechados no sábado, por receio de novos episódios de violência.

O dispositivo de segurança

Em entrevista coletiva, Nuñez disse que o esquema será "extremamente móvel, ágil e contundente", com equipes em terra e no ar. O efetivo inclui unidades policiais de elite, cerca de 20 veículos blindados e 15 veículos com canhões de água, além de helicópteros e drones.

O ministro afirmou que há apelos nas redes sociais a violência e a saques, e citou convocações de movimentos de extrema esquerda para atacar prédios públicos. "Não estamos falando de um protesto pacífico. Estamos preparados para agir com extrema firmeza amanhã e não tolerar nada", disse. Os prefeitos regionais avaliam, caso a caso, quais manifestações serão autorizadas, e as autoridades de cidades como Lyon, Marselha e Montpellier pretendem proibir alguns atos.

Museus e feira de arte fechados

Segundo o Ministério da Cultura, a pasta pediu às instituições sob sua responsabilidade que adotem as medidas necessárias para proteger visitantes, funcionários e obras de arte. A feira Art Basel Paris, no Grand Palais, também cancelou a programação de sábado e domingo. O evento reúne 211 galerias e abriu ao público nesta sexta-feira. Os organizadores anunciaram a decisão na quinta-feira (22), mesmo dia em que uma manifestação em Paris terminou sem incidentes.

Contexto

Desde sábado passado (17), quando os protestos contra cortes no orçamento público e o aumento do custo de vida terminaram em incêndios, saques e confrontos com a polícia, 2.700 pessoas foram presas, segundo o ministro da Justiça, Gérald Darmanin. O presidente Emmanuel Macron atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda radical e a criminosos interessados em saquear lojas, e anunciou medidas para proteger os centros das cidades, o comércio e os prédios públicos. Toques de recolher parciais foram adotados em bairros de Paris, como Les Halles e o entorno da Praça da República.

Na quinta-feira, milhares de pessoas voltaram às ruas da capital. O ato de sábado deve reunir mais gente, com a expectativa de que a central sindical CGT se junte ao movimento dos coletes amarelos, que protestou contra o preço dos combustíveis em 2018 e 2019.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp