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ENSINO STEM

Formação constante de professores é essencial no ensino Stem

Estudo aponta desafios e boas práticas na inclusão de ciência e tecnologia em capitais brasileiras.

Redação MNTecnologia2 min de leitura
Imagem ilustrativa. Professor ensinando programacao com projecao e notebook em sala de informatica
Formação constante de professores é essencial no ensino Stem

Imagem ilustrativa. Professor ensinando programacao com projecao e notebook em sala de informatica

Foto: Wonderlane

O ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na educação básica requer capacitação contínua dos docentes e investimentos em infraestrutura. A avaliação consta no Panorama da Educação Stem no Brasil, levantamento organizado pela Fundação Carlos Chagas em parceria com o British Council. O estudo analisou informações de seis capitais brasileiras para verificar como essas disciplinas são incorporadas nas escolas.

A pesquisa aponta que a formação profissional precisa ocorrer de maneira profunda e integrada à jornada de trabalho. A coordenadora do estudo, Sandra Unbehaum, destaca que a capacitação não deve ser apenas pontual ou exclusivamente a distância. Segundo ela, a troca presencial é fundamental para o aprofundamento pedagógico dos professores da rede pública.

O relatório de 170 páginas também aborda a necessidade de infraestrutura igualitária entre as regiões para evitar desigualdades educacionais. A falta de acesso adequado a computadores e internet representa um grande desafio para a democratização do conhecimento. Além disso, os pesquisadores identificaram resistência às tecnologias por parte de alguns docentes e falta de licenciaturas específicas em certas regiões.

Iniciativas e práticas nas capitais

Nas capitais analisadas, o levantamento destacou diferentes práticas pedagógicas voltadas para a inovação. Em Manaus, escolas utilizam jogos de tabuleiro desplugados para ensinar lógica e conectam instituições ribeirinhas via satélite. Belém desenvolveu óculos de realidade virtual de baixo custo com fibra de miriti, enquanto João Pessoa investiu em conectividade e imersões tecnológicas.

São Paulo aposta em formadores multiplicadores e parcerias internacionais para programas de aprendizagem. Curitiba adaptou os Faróis do Saber em espaços maker com impressoras 3D e unidades móveis. Na capital fluminense, os Ginásios Educacionais Tecnológicos integram saberes e preparam os estudantes para cenários ligados à inteligência artificial.

O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Hugo Nepomuceno, afirma que os espaços promovem protagonismo estudantil e projetos interdisciplinares. Alunos como Manuela Calixto, de 15 anos, relatam maior interesse pelas aulas devido ao uso de ferramentas práticas. A expansão da rede municipal carioca prevê alcançar 350 unidades deste modelo até o fim do ano.

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