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MERCADO DE TRABALHO

FMI alerta que inteligência artificial pode afetar quarenta por cento dos empregos

Diretor-geral aponta impactos profundos no mercado de trabalho global e redução na entrada de jovens

Redação MNTecnologia2 min de leitura
FMI alerta que inteligência artificial pode afetar quarenta por cento dos empregos
Foto: Ministério da Notícia

A inteligência artificial pode afetar cerca de quarenta por cento dos postos de trabalho em todo o planeta, conforme alerta divulgado nesta segunda-feira pelo Fundo Monetário Internacional. O impacto nas economias avançadas pode alcançar sessenta por cento das ocupações, transformando a maneira como as pessoas trabalham. O aviso foi feito por Kristalina Georgieva durante as reuniões anuais da instituição e do Banco Mundial, realizadas em Bangkok, na Tailândia. Os investimentos na nova tecnologia ajudam a manter o crescimento da economia mundial em torno de três por cento, apesar das dificuldades globais. A diretora-geral descreveu os efeitos sobre o mercado de trabalho como um tsunami de movimento lento, que exige atenção imediata dos governos. A expansão dos recursos tecnológicos amplia a demanda e os gastos com infraestrutura, gerando reflexos positivos para o crescimento econômico, especialmente na Ásia. Enquanto diminuem as vagas em funções rotineiras, cresce a oferta em setores como construção civil e centros de processamento de dados. Estados Unidos, China e Índia lideram a cadeia de fornecimento, enquanto diversas empresas de equipamentos operam em solo asiático. Um estudo preliminar mencionado no evento revelou que dez por cento dos empregos nos Estados Unidos já exigem conhecimentos específicos na área.

Impacto na carreira dos jovens

Autoridades presentes no evento apontam preocupação específica com a redução de vagas para profissionais recém-formados que buscam o primeiro emprego. Tharman Shanmugaratnam, presidente de Singapura, afirmou que a demanda pelo primeiro degrau profissional está menor devido à automação de tarefas repetitivas. Tradicionalmente, os trabalhadores iniciam a trajetória em funções rotineiras para acumular experiência e avançar para cargos de maior responsabilidade. Com a mudança tecnológica, os jovens podem enfrentar obstáculos adicionais para construir uma carreira sólida e ingressar formalmente no mercado. O presidente de Singapura destacou também o risco de a tecnologia ampliar as desigualdades econômicas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. O Banco Mundial apresentou uma perspectiva distinta por meio de seu presidente, Ajay Banga, que questionou o desaparecimento total dessas vagas iniciais. Banga avalia que as maiores transformações ocorrerão nas economias avançadas e defendeu o uso de sistemas menores e mais acessíveis nos países emergentes. As discussões continuam no âmbito das reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, com foco na adaptação regulatória.

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