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BOLETIM INFOGRIPE

Fiocruz aponta alta de vírus respiratórios e alerta para risco em crianças

Boletim semanal mostra crescimento de rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 no país, com impacto em menores de idade.

Redação MNSaúde3 min de leitura
Fiocruz aponta alta de vírus respiratórios e alerta para risco em crianças

Imagem ilustrativa. Médico examina o tórax de uma criança com estetoscópio em consultório

Foto: Vitaly Gariev / Unsplash

A Fundação Oswaldo Cruz divulgou nesta quinta-feira que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por vírus respiratório apresentam tendência de aumento em território nacional. O boletim semanal InfoGripe aponta que rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 puxam essa alta recente. Os novos registros semanais de SRAG motivados especificamente pela covid-19 permanecem em patamares baixos no país. A publicação detalha o cenário epidemiológico atual com base em análises recentes de laboratório e hospitais. O levantamento estatístico serve para orientar medidas preventivas em toda a rede pública de saúde.

O boletim aponta um leve sinal de retomada no crescimento dos casos de SRAG em crianças e adolescentes com idade entre dois e 14 anos. Nas demais faixas etárias, o cenário geral é de estabilização dos registros. Os dados indicam ainda que as ocorrências provocadas por Vírus Sincicial Respiratório e influenza B estão em queda no país. As internações hospitalares decorrentes de influenza A mantêm estabilidade com baixos níveis de incidência. A análise abrange diferentes regiões e monitora o comportamento dos patógenos circulantes.

Em âmbito regional, Alagoas, Roraima e Sergipe apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em patamares de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Esses três estados registram indícios de crescimento nas últimas seis semanas, impulsionados principalmente pelo público infantojuvenil. Nos estados de Alagoas e Sergipe, esse incremento associado à doença está vinculado ao metapneumovírus. Em Roraima, a base de dados ainda carece de informações suficientes para definir o agente causador exato.

Estados e capitais em atenção

Outras cinco unidades da federação também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. O grupo inclui Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória apresentam o mesmo nível de atividade nas últimas duas semanas. A mortalidade e a incidência semanal média nas últimas oito semanas epidemiológicas mantêm o impacto tradicional nos extremos da vida.

A incidência da síndrome apresenta maior peso sobre as crianças com até dois anos de idade. Em contrapartida, os óbitos decorrentes da doença concentram o impacto na população a partir de 65 anos. Diante do cenário, os pesquisadores reforçam a necessidade de que a população prioritária verifique se a caderneta de vacinação contra a covid-19 está atualizada. A recomendação vale para evitar complicações graves decorrentes das infecções respiratórias em circulação.

Para as gestantes, os especialistas destacam que a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório é fundamental para a proteção. A resistência às vacinas contra gripe e covid-19 coloca esse grupo específico em situação de maior vulnerabilidade médica. A Fiocruz planeja iniciar testes da primeira vacina com tecnologia de RNA mensageiro contra a covid-19 no país. Além disso, os imunizantes existentes serão atualizados no futuro para garantir proteção contra novas variantes virais.

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