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COPA DE 2030

Candidato do PP diz que Espanha deve deixar organização da Copa de 2030 se não sediar a final

Alberto Núñez Feijóo respondeu "sim" ao ser questionado sobre retirar o país da organização caso o Marrocos fique com a decisão. O técnico Luis de la Fuente defendeu a final na Espanha.

Redação MNEsportes2 min de leitura
Candidato do PP diz que Espanha deve deixar organização da Copa de 2030 se não sediar a final
Foto: Reprodução

O candidato do Partido Popular (PP) à chefia do governo da Espanha, Alberto Núñez Feijóo, disse nesta sexta-feira (6) que o país deve deixar a organização da Copa do Mundo de 2030 caso não receba o direito de sediar a final. O torneio será realizado em conjunto com Portugal e Marrocos.

A declaração

Questionado em entrevista se, caso chegasse ao governo, defenderia a retirada da Espanha da organização se o Marrocos ficasse com a final, Feijóo respondeu: "Sim. A resposta é sim". Na rede social X, ao compartilhar a entrevista, escreveu: "Recuperar o orgulho do nosso país também passa por não nos deixarmos pisotear por ninguém. A primeira potência internacional no futebol não se humilha".

Feijóo disputa as eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro. Segundo as pesquisas, o PP lidera as intenções de voto, à frente dos socialistas do atual chefe de governo, Pedro Sánchez.

Posição do técnico

O treinador da seleção espanhola, Luis de la Fuente, disse em entrevista coletiva, após anunciar a convocação para os próximos jogos da Liga das Nações, que a final deveria ser disputada na Espanha. Ele evitou comentar a possibilidade de retirada da candidatura e afirmou que sua função é preparar a melhor equipe para o Mundial.

A disputa pela final

Portugal, Espanha e Marrocos disputam o direito de sediar a decisão. Madri aposta no estádio Santiago Bernabéu, enquanto Rabat defende a construção de uma arena com cerca de 115 mil lugares em Benslimane, na região de Casablanca. O presidente da federação marroquina, Fouzi Lekjaa, afirmou em setembro que a partida de maior interesse será disputada em seu país, "quer alguns gostem disso ou não". Na ocasião, a Fifa disse que não havia decisão tomada.

O debate ocorre após uma crise migratória em Ceuta, no fim de julho, quando dezenas de milhares de migrantes tentaram entrar no enclave espanhol a partir do Marrocos. Feijóo acusou o Marrocos de estar por trás da "invasão" e prometeu firmeza com o país vizinho se chegar ao governo.

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