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DEFESA CIBERNÉTICA

Exército simula defesa cibernética no Brasil antes da eleição

Treinamento reuniu 1, 3 mil participantes e ocorreu em meio a alertas sobre riscos de interferência estrangeira no pleito.

Redação MNTecnologia3 min de leitura
Exército simula defesa cibernética no Brasil antes da eleição
Foto: Ministério da Notícia

O Exército brasileiro coordenou a oitava edição do evento Guardião Cibernético entre os dias 21 e 25 de setembro deste ano. A ação ocorreu às vésperas da eleição presidencial e envolveu 1, 3 mil participantes em Brasília e em outras seis capitais do país. O treinamento reuniu cerca de 300 organizações e representantes de 14 países em território nacional. A iniciativa foi classificada como um dos mais abrangentes treinamentos de defesa cibernética do Hemisfério Sul.

O exercício simulou ameaças digitais complexas com o objetivo de treinar a cooperação entre instituições públicas e privadas. A medida busca preparar o país para casos de ataques cibernéticos que possam afetar serviços essenciais prestados à população. Durante os dias de atividade, foram reproduzidos cenários coordenados para testar procedimentos e aperfeiçoar planos de contingência. O Exército afirmou em nota que a proposta visa identificar soluções para ampliar a resiliência nacional diante de incidentes digitais.

A iniciativa conjunta reuniu as Forças Armadas, órgãos governamentais, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas críticas. Os setores envolvidos na simulação abrangeram áreas fundamentais como energia, abastecimento de água, telecomunicações e finanças. As atividades presenciais e remotas ocorreram em Brasília e em cidades como São Paulo, Recife, Curitiba e Manaus. As equipes trabalharam integradas para responder de forma rápida a interrupções simuladas em sistemas computacionais estratégicos.

Alertas sobre interferência externa

O treinamento militar ocorreu em meio a alertas emitidos por especialistas e pela Agência Brasileira de Inteligência sobre possíveis interferências estrangeiras. Um relatório da Abin divulgado recentemente apontou risco de influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O documento contextualizou que a reafirmação da hegemonia norte-americana na América Latina figura como prioridade do governo de Donald Trump.

Analistas têm alertado para o risco de ações cibernéticas conduzidas por potências estrangeiras ou grandes empresas de tecnologia durante o pleito de outubro. O objetivo dessas possíveis investidas seria desestabilizar sistemas informáticos e computacionais essenciais para a votação. Em agosto, a Casa Branca publicou memorando prevendo parceria com empresas privadas para ações envolvendo acesso a sistemas de informação sem autorização dos operadores.

A simulação militar serviu justamente para antecipar cenários de instabilidade digital e blindar a infraestrutura tecnológica do país contra invasões externas. A Austrália denunciou recentemente uma invasão em site de estatísticas de saúde pública atribuída a uma empresa de inteligência artificial. O Exército concluiu a semana de testes para garantir que os operadores de serviços críticos saibam como agir em situações reais de crise cibernética.

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