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EUA retiram vistos de mais de 60 autoridades da Colômbia e da Bolívia ligadas a narcotráfico e corrupção

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação de vistos de 21 colombianos e 40 bolivianos, entre eles um ex-presidente da Ecopetrol e um ex-procurador-geral da Bolívia. Washington diz que os afetados estão supostamente ligados ao narcotráfico ou à corrupção.

Redação MNMundo2 min de leitura
EUA retiram vistos de mais de 60 autoridades da Colômbia e da Bolívia ligadas a narcotráfico e corrupção
Foto: Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (22) a retirada de vistos de mais de sessenta altos funcionários, autoridades e personalidades da Colômbia e da Bolívia, supostamente vinculados a atividades de narcotráfico ou de corrupção.

O que disse Washington

Em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Departamento de Estado "está ampliando sua campanha contra a corrupção e o narcotráfico" na região. Segundo Rubio, os líderes da aliança "Escudo das Américas", iniciativa promovida pelo presidente Donald Trump para combater o crime organizado no continente, concordaram em intensificar esses esforços conjuntos.

Colômbia

Entre os 21 afetados na Colômbia está Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal petrolífera Ecopetrol e ex-gerente da campanha de Gustavo Petro, eleito presidente em 2022. Também constam na lista o prefeito de Sincelejo, Yahir Acuña, e o senador eleito Wadith Manzur, que não chegou a assumir o cargo porque a Justiça determinou sua prisão em março.

A Colômbia aderiu ao Escudo das Américas logo após a posse, em agosto, do presidente de direita Abelardo de la Espriella, que derrotou Petro na última eleição.

Bolívia

Na Bolívia, quarenta cidadãos perderam o visto para entrar ou transitar pelos Estados Unidos. Entre eles estão os magistrados Julio Alba Flores e Aldo Quezada, ambos de Santa Cruz, vários legisladores e o ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce.

Também foram afetados Julio César Porras Velarde, promotor coordenador da Unidade de Substâncias Controladas de Santa Cruz, e Rony Suárez Milliet, investigado em apurações internacionais sobre o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset.

Washington já havia revogado, no fim de setembro, o visto de cerca de vinte outros altos funcionários bolivianos, entre eles o procurador-geral do país, Roger Mariaca, que pouco depois foi detido pela polícia. O texto divulgado não traz manifestação dos citados na nova lista.

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