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TARIFAÇO

EUA deixam negociação do tarifaço para depois da eleição, e Trump diz acompanhar disputa "de perto"

Representante comercial americano disse não ter prazo para enviar proposta ao Brasil. Sobretaxa de 37,5% segue sobre parte das exportações brasileiras.

Redação MNMundo2 min de leitura
EUA deixam negociação do tarifaço para depois da eleição, e Trump diz acompanhar disputa "de perto"
Foto: Ministério da Notícia

A negociação para reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros só deve ganhar novo fôlego depois da eleição presidencial no Brasil. A sinalização veio do representante comercial americano, Jamieson Greer, após reunião com dois ministros do governo Lula, e foi confirmada pelo lado brasileiro.

O encontro aconteceu em 30 de setembro, em Milwaukee, nos Estados Unidos, à margem da reunião de ministros do Comércio do G20. Participaram o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o chanceler Mauro Vieira.

Sem data para a proposta

Os dois lados classificaram a conversa como construtiva e concordaram em criar um grupo de trabalho para tratar de barreiras tarifárias e não tarifárias. Os americanos ficaram de enviar um documento com os temas que querem negociar.

Greer, porém, disse que não há prazo para o envio do texto e avaliou que o período eleitoral brasileiro pode limitar a margem de manobra dos governos. Márcio Elias Rosa afirmou ao UOL que entendeu que o documento pode chegar em "três ou quatro semanas", o que joga a próxima etapa para depois do primeiro turno, marcado para este domingo (4).

O que está em jogo

Hoje, uma sobretaxa de 37,5% atinge parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Os setores mais afetados são calçados, móveis e produtos têxteis. O objetivo do governo brasileiro é derrubar integralmente as tarifas adicionais.

A fala de Trump

Na quinta-feira (1º), na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que acompanha a eleição brasileira "muito de perto". "O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", declarou. Ele não citou nenhum candidato nem declarou apoio.

A declaração ocorre em meio à atenção de Washington sobre a disputa. No início da semana, três senadores democratas enviaram carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que o governo americano evite qualquer interferência no processo eleitoral brasileiro.

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