EUA aprovam venda de 500 mísseis Patriot à Ucrânia por US$ 2,1 bilhões
O Departamento de Estado americano aprovou a venda de 500 mísseis interceptadores Patriot PAC-3 a Kiev, por US$ 2,1 bilhões. A Ucrânia pagará com contribuições de aliados e recursos do empréstimo da União Europeia.

Os Estados Unidos aprovaram nesta sexta-feira (30) a venda de 500 mísseis interceptadores Patriot PAC-3 à Ucrânia, por um valor estimado em US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 11,4 bilhões). A aprovação foi comunicada pelo Departamento de Estado americano.
Quem paga
Segundo o comunicado do Departamento de Estado, a Ucrânia pagará pelos mísseis com contribuições do Canadá, da Alemanha e da Noruega, canalizadas pelo programa americano JumpStart, além de recursos próprios financiados pelo empréstimo de apoio à Ucrânia da União Europeia. O programa usa doações de países aliados para comprar armas, serviços e treinamento para Kiev. A Lockheed Martin é a principal contratada da venda.
Contexto
A medida é uma das mais significativas de fornecimento de armas defensivas a Kiev desde o início do governo de Donald Trump. A decisão ocorre em meio a tensão entre Trump e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. Atrasos nas entregas de mísseis aumentaram o atrito, depois que Trump anunciou um acordo sobre diesel com a Rússia e criticou Zelenski pela relutância em interromper ataques a refinarias russas.
Zelenski declarou no início desta semana que o governo ucraniano aguardava havia quase um mês a autorização dos Estados Unidos para o fornecimento. A Ucrânia afirma há meses que precisa de mais interceptadores para derrubar as ondas de mísseis russos contra o país, e o Patriot é considerado o sistema mais eficaz contra mísseis balísticos de alta velocidade.
Ataques recentes
Na quinta-feira (29), um ataque com drones russos matou ao menos 14 pessoas em uma plataforma ferroviária lotada na cidade de Dnipro. Outras cinco morreram em ataques contra duas cidades da região, e um ataque com míssil no fim da noite matou uma pessoa em Kiev, segundo autoridades ucranianas.
Os Estados Unidos também usam munições em suas próprias operações, como no Irã, o que alimenta preocupação com os estoques de sistemas de defesa aérea. Em julho, o Exército americano firmou contrato de até US$ 58,6 bilhões com a Lockheed para a produção de interceptadores Patriot.
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