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Estudantes e professores protestam na Grécia contra custo de vida e precariedade das escolas

Atos em Atenas, Tessalônica e outras cidades ocorrem em meio à onda de protestos que atinge a França e outros países europeus. Cerca de 3 mil policiais foram mobilizados na capital.

Redação MNMundo2 min de leitura
Estudantes e professores protestam na Grécia contra custo de vida e precariedade das escolas
Foto: Reprodução

Milhares de estudantes e professores foram às ruas da Grécia nesta quarta-feira (21) para protestar contra o alto custo de vida, a falta de moradia estudantil acessível e a precariedade do sistema educacional. As manifestações ocorreram em Atenas, Tessalônica e outras cidades, em meio a uma onda de mobilizações que também atinge outros países europeus, em especial a França.

O que aconteceu em Atenas

Os manifestantes se reuniram em frente à Universidade de Atenas, no centro da capital, e marcharam até o prédio do Parlamento. Cerca de 3 mil policiais foram mobilizados, e estações de metrô ao longo do trajeto permaneceram fechadas. Policiais abordaram e revistaram pessoas que seguiam para o ato, e comerciantes fecharam lojas e cafés no percurso para proteger as vitrines. Na noite de terça-feira (20), estudantes já haviam acampado na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento, e em uma rua de pedestres de Tessalônica.

Uma das faixas dizia: "Da Grécia à França, deem dinheiro para a educação". Outros cartazes traziam mensagens em francês, como "Estudar ou sobreviver".

Reivindicações

Universitários pedem mais auxílio do governo e moradia estudantil, diante da alta de aluguéis e de gastos com material. Alunos do ensino médio cobram mais verba para as escolas, e professores reivindicam melhores salários e mais contratações. Estudantes também criticam o efeito da alta de preços, incluindo combustíveis, sobre o orçamento das famílias.

O estudante de engenharia Panagiotis Moschonas, de 20 anos, disse que o subsídio mensal de 120 euros para aluguel não cobre nem metade do valor de uma locação e é pago só no fim do ano. A presidente dos estudantes de Filosofia e Pedagogia da Universidade Aristóteles de Tessalônica, Katia Koubousidou, afirmou: "Na Grécia, como na França, reivindicamos uma educação pública e gratuita".

A entidade Adedy, que representa funcionários públicos, anunciou paralisação a partir das 11h (horário local) e ato em Atenas. Professores também aderiram à greve, embora algumas escolas tenham permanecido abertas.

Números

O salário mínimo na Grécia não passa de 920 euros líquidos por mês. Em 2023, o país destinou 3,3% do PIB à educação, abaixo da média de 4,7% da União Europeia, segundo a agência de estatísticas do bloco, a Eurostat.

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