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PROTESTO NA FRANÇA

Estudante de 15 anos tem mão arrancada em protesto na França

Adolescente participava de manifestação contra condições precárias em escolas quando foi atingido por artefato explosivo

Redação MNMundo3 min de leitura
Estudante de 15 anos tem mão arrancada em protesto na França
Foto: Ministério da Notícia

Um estudante de 15 anos teve a mão esquerda arrancada após a explosão de uma granada durante um protesto estudantil nesta segunda-feira. O caso ocorreu na cidade de Lens, situada no departamento de Pas-de-Calais, no norte da França. O adolescente participava de uma manifestação que reuniu cerca de duzentos a quinhentos alunos nas proximidades de uma escola profissionalizante. A onda de protestos ocorre em diversas regiões do país para contestar a falta de professores e recursos nas instituições de ensino. Os manifestantes também protestam contra salas de aula superlotadas e a deterioração geral das condições de estudo nas escolas públicas francesas.

O incidente aconteceu durante um confronto entre manifestantes e policiais antimotim que foram mobilizados para o local. Autoridades locais relataram que estudantes lançaram objetos como pedras, fogos de artifício e morteiros contra os agentes de segurança. Há versões divergentes na imprensa francesa sobre a dinâmica exata do ferimento, incluindo relatos de que o jovem teria pego o artefato do chão após o lançamento pela polícia. François-Xavier Lauch, prefeito de Pas-de-Calais, classificou o episódio como um incidente muito grave. O governador confirmou que o jovem foi socorrido rapidamente pelos serviços de emergência e transferido para um hospital na cidade de Lille.

Investigação oficial sobre a ação policial

A vida do estudante não corre perigo, conforme atestaram as autoridades médicas e governamentais da região. O prefeito de Pas-de-Calais afirmou que deu aprovação para o envio de companhias de polícia antimotim para conter os distúrbios na área escolar. A Inspeção Geral da Polícia Nacional abriu uma investigação formal para apurar as circunstâncias da mutilação permanente do jovem. O órgão fiscalizador busca esclarecer a conduta dos agentes e o uso de armamentos de dispersão durante o controle do ato público. A onda de insatisfação estudantil já provocou o fechamento temporário e a suspensão de aulas em centenas de escolas de ensino médio em todo o território francês.

As manifestações começaram semanas antes na região de Paris e rapidamente ganharam força em várias outras cidades do país europeu. Alunos relatam jornadas excessivas e problemas estruturais graves nas instalações escolares, incluindo salas excessivamente quentes e falta de pessoal docente. O movimento gerou confrontos frequentes com forças de segurança, resultando em barricadas em chamas e detenções em massa de estudantes. O governo local segue monitorando a situação enquanto os protestos e as paralisações continuam afetando o calendário escolar nacional. A próxima etapa depende dos desdobramentos da apuração conduzida pelo órgão de supervisão da polícia sobre a atuação dos agentes em Lens.

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