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FEBRE DO NILO

Especialista descarta pânico e explica sintomas da Febre do Nilo

Doença tem casos confirmados e morte no Brasil, mas maioria dos quadros é leve e exige apenas repouso e hidratação.

Redação MNSaúde3 min de leitura
Especialista descarta pânico e explica sintomas da Febre do Nilo
Foto: Ministério da Notícia

A Febre do Nilo Ocidental registra casos e uma morte no Brasil, mas a doença não é comum no país e a maioria dos quadros é leve. O médico infectologista Furtado da Costa, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, afirma que menos de 1% das ocorrências evolui para a forma grave. O estado de São Paulo confirmou recentemente os dois primeiros registros da infecção em território paulista, envolvendo uma mulher de 34 anos de Ribeirão Preto e uma adolescente de 18 anos de São José do Rio Preto. A transmissão do vírus ocorre principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, como o pernilongo ou a muriçoca, que se contaminam ao picar aves infectadas. A infecção viral aguda pertence ao mesmo grupo de arbovírus que causa dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Cerca de 20 por cento das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas que variam desde uma febre passageira até problemas neurológicos.

Entre os sintomas possíveis estão febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça e dores musculares ou nos olhos. Os pacientes também podem apresentar manchas na pele, aumento dos gânglios linfáticos, confusão mental, tremores, convulsões e rebaixamento do nível de consciência. Os quadros severos podem causar encefalite, meningite e outras alterações neurológicas que exigem internação hospitalar imediata e atendimento em unidade de terapia intensiva. O tratamento envolve reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório, repouso, hidratação e medidas para prevenir complicações. Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para humanos, pois o controle é direcionado inteiramente aos sintomas apresentados por cada paciente.

Investigação e vigilância no país

A paciente de Ribeirão Preto viajou recentemente para a região amazônica e já está curada, enquanto a adolescente de São José do Rio Preto permanece internada sob cuidados médicos. O Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac informou que equipes municipais e estaduais atuam na investigação para identificar o local provável da infecção. O Ministério da Saúde confirmou outros dois casos em Santa Catarina, com um óbito registrado, além de um caso provável no Piauí. A pasta mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial ativa para identificar novos casos e mapear possíveis áreas de transmissão da doença em território nacional. A doença é conhecida na África há pelo menos 90 anos e demanda mapeamento e vigilância constante de aves e locais com mortalidade atípica desses animais. O médico destaca que o simples contato com aves não transmite a doença e reforça que não há motivo para preocupação excessiva neste momento.

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