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JUSTIÇA DESPORTIVA

Diego Souza é suspenso por 360 dias e multado em R$ 20 mil pelo TJD de Santa Catarina por uso de licença falsa de treinador

Técnico do Joinville foi punido por unanimidade, em decisão de primeira instância. Ele diz ter sido vítima de golpe e vai recorrer.

Redação MNEsportes2 min de leitura
Diego Souza é suspenso por 360 dias e multado em R$ 20 mil pelo TJD de Santa Catarina por uso de licença falsa de treinador
Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) suspendeu nesta terça-feira (3) o técnico Diego Souza, do Joinville, por 360 dias e aplicou multa de R$ 20 mil pelo uso de licença falsa de treinador. A votação foi unânime, por três votos a zero, e o prazo para pagamento da multa é de 15 dias.

A punição

Como já cumpria suspensão preventiva de 30 dias, determinada pelo próprio TJD-SC em 23 de outubro, Diego Souza terá pela frente cerca de 340 dias de afastamento da função de técnico. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria da Justiça Desportiva de Santa Catarina, com base no artigo 234, parágrafo 1º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Antes do julgamento, o registro profissional do treinador já havia sido cancelado pela CBF, em 8 de outubro, e o caso foi encaminhado à Comissão de Ética e à Câmara Nacional de Resolução de Disputas da entidade.

O esquema das licenças

O caso envolve a venda de licenças de treinador da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) por cerca de R$ 100 mil, atribuída ao ex-jogador argentino Alejandro Mancuso. A ATFA negou qualquer vínculo com Mancuso e informou que ele nunca integrou a diretoria nem tinha autorização para representar a entidade. Ao analisar o certificado de Diego Souza, a associação disse à CBF que não havia registro acadêmico dele no curso indicado e apontou inconsistência entre a data de emissão e a assinatura do secretário-geral. A Conmebol também não encontrou licença em nome do treinador.

A defesa

Diego Souza afirma que acreditava na autenticidade do documento e que foi vítima de um golpe. Em depoimento, disse que Mancuso o procurou em 2023, quando ainda jogava, oferecendo um procedimento especial para obter a licença, e admitiu que nunca assistiu a aulas para obter o registro. "Me sinto até envergonhado por essa situação toda", declarou. Ele pode recorrer ao pleno do TJD-SC e, depois, ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

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