Dia D de multivacinação mobiliza o país e atualiza caderneta infantil
Campanha nacional inclui 17 imunizantes do calendário obrigatório e destaca nova proteção contra pneumococo.
A campanha nacional do Dia D de Multivacinação mobilizou unidades de saúde em todo o Brasil neste sábado, 22 de agosto de 2026, com foco na atualização da caderneta de crianças e adolescentes. A mobilização envolveu estados e municípios na aplicação simultânea de diferentes imunizantes disponíveis na rede pública. O estudante Noam Medeiros, de 10 anos, compareceu à Unidade Básica de Saúde da 612 Sul, em Brasília, acompanhado pela mãe, a bancária Ana Paula Medeiros, de 45 anos. Na ocasião, o estudante recebeu duas doses pendentes para regularizar sua situação vacinal. A aposentada Lúcia Araújo, de 91 anos, também compareceu ao mesmo posto de atendimento para manter sua imunização atualizada. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve presente na unidade de Brasília para acompanhar a mobilização e ressaltou a adesão geral de estados e municípios ao chamado oficial.
Novas vacinas e proteção contra o sarampo
A iniciativa atual abrange todas as 17 vacinas que compõem o calendário infantil obrigatório. Pela primeira vez, a mobilização inclui a vacina pneumocócica 20-valente, formulada para ampliar a defesa contra pneumonias e meningites em menores de 5 anos. Durante o evento, o ministro da Saúde alertou sobre a importância da vacina contra o sarampo, recomendada para a faixa etária entre 6 meses e 59 anos. A orientação é direcionada especialmente a profissionais que atuam em setores com grande fluxo de turistas, como hotéis, restaurantes, aeroportos e transportes.
O Brasil recuperou o status de país livre do sarampo em 2024, após esforços intensos da rede pública de saúde. Em 2025, o país registrou 38 casos importados da doença, decorrentes de surtos internacionais que atingiram nações como Estados Unidos, Canadá e México, os quais foram contidos pelo trabalho do Sistema Único de Saúde. Autoridades de saúde buscam evitar a repetição do cenário de 2019, iniciado em São Paulo, quando a falta de controle inicial resultou em cerca de 20 mil ocorrências e na perda temporária da certificação nacional de erradicação da doença.
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