Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
ITÁLIA

Deputado italiano pede investigação sobre a cidadania de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro

Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, enviou questionamentos a dois ministérios italianos sobre as etapas e os prazos dos processos de reconhecimento da cidadania dos três irmãos.

Redação MNMundo2 min de leitura
Deputado italiano pede investigação sobre a cidadania de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro
Foto: Reprodução

O deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, pediu ao governo da Itália uma investigação administrativa sobre o reconhecimento da cidadania italiana de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. Nesta quinta-feira (29), o parlamentar enviou questionamentos aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior para esclarecer as etapas e os prazos dos processos, segundo ofício citado pela rádio pública francesa RFI.

Contexto

A iniciativa ocorre depois que Flávio Bolsonaro deixou a Argentina rumo aos Estados Unidos, na quarta-feira (28), usando um passaporte italiano. O senador viajou após ter o passaporte brasileiro cancelado por descumprir ordem da Polícia Federal para entregar o documento. Segundo registros alfandegários, ele e a família entraram nos EUA com autorização temporária de permanência por razões humanitárias (parole), válida por um ano, que não equivale a visto nem a asilo.

O que o deputado questiona

Flávio e Eduardo tiveram a cidadania reconhecida em 2023, e Carlos em 2024, com base no princípio do jus sanguinis, que permite o reconhecimento por descendência. A família teria indicado como ascendente um bisavô de Jair Bolsonaro originário do Vêneto.

Segundo datas fornecidas pelo governo italiano ao deputado, Flávio e Eduardo pediram o reconhecimento na Embaixada da Itália em Brasília nove dias depois da derrota de Jair Bolsonaro na eleição de 2022. O prazo legal máximo do processo é de 730 dias, mas a espera por convocação consular no Brasil pode chegar a dez anos, de acordo com o documento. Quando os processos dos dois foram concluídos, havia requerentes na fila desde 2018, e as convocações ficaram suspensas por quase quatro anos, entre 2018 e 2022.

"A lei deve ser igual para todos: para os pobres coitados que esperam há dez anos e para os filhos dos poderosos", afirmou Bonelli à RFI. A resposta do governo deverá ser apresentada oralmente em plenário, sem data prevista.

O ofício também cita brasileiros que recorrem à cidadania italiana enquanto enfrentam processos no Brasil, como a ex-deputada Carla Zambelli, condenada no país e que ficou presa por dez meses em Roma.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp