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ELEIÇÕES NOS EUA

Democratas retomam Câmara e Senado nos EUA e viram cadeiras republicanas no Texas, Kansas e Michigan

O Partido Democrata venceu as eleições de meio de mandato, recuperou o controle das duas Casas do Congresso e ganhou disputas históricas em estados que votavam nos republicanos havia décadas.

Redação MNMundo2 min de leitura
Democratas retomam Câmara e Senado nos EUA e viram cadeiras republicanas no Texas, Kansas e Michigan
Foto: Reprodução

O Partido Democrata teve uma noite de vitórias nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3) nos Estados Unidos. Além de recuperar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, o partido venceu disputas por governos estaduais e prefeituras em locais que votavam nos republicanos havia décadas. O total de votos ainda não foi contabilizado por completo.

Texas

No Senado pelo Texas, o democrata James Talarico, de 37 anos, venceu e se tornou o primeiro democrata a conquistar uma cadeira na Casa pelo estado desde 1988. Ele havia derrotado nas primárias a deputada federal Jasmine Crockett. Talarico arrecadou US$ 145 milhões, contra US$ 22 milhões do republicano Ken Paxton. No governo do estado, a democrata Gina Hinojosa derrotou o governador Greg Abbott, que ocupava o cargo desde 2015, e será a primeira governadora latina do Texas.

Kansas, Michigan e Geórgia

No Kansas, o pastor metodista Adam Hamilton derrotou o senador republicano Roger Marshall e será o primeiro democrata eleito para o Senado pelo estado desde 1932. Em Michigan, o médico Abdul El-Sayed, de 42 anos, venceu o republicano Mike Rogers, apoiado por Donald Trump, com 51,8% dos votos válidos contra 46,2%, e será o primeiro muçulmano no Senado americano. Na Geórgia, o senador Jon Ossoff foi reeleito ao derrotar o republicano Mike Collins, e o estado elegeu a primeira mulher negra para o governo.

Contexto

Analistas americanos ouvidos na cobertura da eleição avaliaram que o resultado expressa rejeição a políticas do governo Trump. Os preços dos combustíveis, pressionados pela guerra no Irã, foram apontados como fator de irritação do eleitorado. O pleito teve recorde de gastos de campanha, de US$ 11,9 bilhões, segundo a organização OpenSecrets, e mais de 61,7 milhões de cédulas enviadas antes do dia da votação, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida.

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