Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
São Paulo

Delegado diz que PM reagiu de forma desproporcional ao matar mulher com faca em Pirituba; defesa afirma que a prisão foi "política e eleitoreira"

O soldado foi preso em flagrante na quinta-feira (15). Segundo o boletim de ocorrência, a vítima não fez movimento de ataque no momento do tiro. A defesa diz que o policial seguiu os procedimentos.

Redação MNBrasil2 min de leitura
Delegado diz que PM reagiu de forma desproporcional ao matar mulher com faca em Pirituba; defesa afirma que a prisão foi "política e eleitoreira"
Foto: Ministério da Notícia

O soldado da Polícia Militar que matou a tiros uma mulher de 32 anos, armada com uma faca, em Pirituba, na zona norte de São Paulo, foi preso em flagrante na quinta-feira (15). No boletim de ocorrência, o delegado avaliou que a reação do policial foi desproporcional e que não houve uso progressivo da força, segundo o g1. A defesa do soldado afirma que a prisão foi "de cunho político e eleitoreiro".

O que mostram as imagens e o boletim

Uma câmera de segurança registrou o momento: a mulher caminha em direção a três policiais com a faca na mão e, depois de alguns segundos, o soldado atira e a atinge na região do tórax. Ela morreu no local. O delegado escreveu que, no instante do tiro, não havia investida contra nenhum policial nem movimento de ataque, e que o simples deslocamento de uma pessoa com faca, com os braços baixos e a vários metros de distância, não configura agressão iminente que autorize o disparo letal.

A posição da defesa

Em nota, o advogado Mauro Ribas, que representa o soldado, afirmou que o policial cumpriu os procedimentos operacionais da PM, acionou a Central de Operações desde o início da ocorrência e só atirou quando, na avaliação da defesa, não havia mais possibilidade de recuar. A nota diz ainda que a prisão provocou "extrema comoção e instabilidade" entre policiais militares.

O contexto do caso

O ex-companheiro da mulher pediu ajuda aos policiais dizendo que ela estava armada. Ele relatou à polícia que os dois estavam separados havia cinco meses. Uma tia da vítima disse que ela enfrentava problemas graves de saúde havia cerca de cinco anos, aguardava um transplante de fígado e não tinha diagnóstico psiquiátrico conhecido por ela. A mulher deixou duas filhas pequenas. O g1 lembra que o caso ocorre após outras duas ações da PM em que policiais dispararam 69 vezes em uma semana contra dois homens em surto em São Paulo. Os nomes dos envolvidos não são citados aqui.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp