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Ministério da Notícia
Operação Sinalagma

Delegada da Polícia Civil do Pará é presa em Brasília por suspeita de colaborar com líder do PCC

Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa no Setor Hoteleiro Norte. A Polícia Civil de Pernambuco a investiga por corrupção e violação de sigilo funcional. A reportagem consultada não traz manifestação da defesa.

Redação MNBrasil2 min de leitura
Delegada da Polícia Civil do Pará é presa em Brasília por suspeita de colaborar com líder do PCC
Foto: Ministério da Notícia

A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15) no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Ela é investigada por suposta colaboração com Renato Henrique do Carmo, conhecido como "Gordão", apontado como líder do PCC em Ipojuca (PE). Os fatos são acusações da investigação e ainda não foram julgados. A reportagem consultada não traz manifestação da defesa.

O que a investigação aponta

Segundo a apuração, conversas extraídas do celular do líder indicam que a delegada teria um relacionamento amoroso com ele. Ela também teria recebido vantagens financeiras indevidas em troca de proteção institucional, repasse de informações sigilosas e acesso a sistemas restritos de segurança pública. Entre os elementos citados está uma transferência bancária de R$ 50 mil mencionada nas comunicações entre os envolvidos.

Ela é investigada por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa.

A Operação Sinalagma

A operação é conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (1ª DPRN/Denarc), da Polícia Civil de Pernambuco. A investigação começou com ações de inteligência para identificar lideranças criminosas na região de Muro Alto, em Ipojuca, onde fica o distrito de Porto de Galinhas.

O impulso veio com a prisão de Renato Henrique, em 14 de janeiro de 2025. Ele usava identidade falsa, e o celular apreendido teve os dados extraídos com autorização judicial. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram indícios de uma estrutura interestadual voltada ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Segundo a investigação, o grupo usava divisão de tarefas, documentos falsos, terceiros e empresas formalmente constituídas, e movimentou ao menos R$ 14.954.920,02.

O nome da operação faz referência à reciprocidade de obrigações, em alusão à suposta troca de vantagens ilícitas entre a organização e agentes públicos.

Antes da prisão

Nas redes sociais, a delegada publicou stories de um restaurante no Pontão Sul, no Lago Sul (DF), e costumava divulgar fotos de viagens internacionais, como para os Estados Unidos e a França, além de cenas da rotina como delegada.

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