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Coreia do Norte testa míssil com inteligência artificial

Sistema autônomo define rumo do artefato e autoridades afirmam que ataque é inevitável

Redação MNTecnologia2 min de leitura
Coreia do Norte testa míssil com inteligência artificial

Imagem ilustrativa. Trás mísseis posicionados sobre lançadores móveis contra um céu azul com nuvens leves

Foto: Moslem Daneshzadeh / Unsplash

A Coreia do Norte anunciou neste sábado que realizou o teste de um míssil de alcance intermediário equipado com inteligência artificial. O sistema tecnológico incorporado ao artefato tomou decisões próprias sobre a trajetória durante a operação militar. O lançamento ocorreu em direção ao mar, ao largo da costa leste do território norte-coreano. A atividade contou com a supervisão direta do líder do país, Kim Jong-un.

O comunicado oficial sobre o teste foi assinado por Kim Yo-jong, irmã do dirigente e diretora do partido governista. Ela declarou que o equipamento foi capaz de alterar o rumo do voo em baixa altitude com o auxílio dos recursos tecnológicos. A dirigente afirmou que a tecnologia impede qualquer tentativa de defesa contra a investida bélica. O lançamento foi executado por uma subunidade de poder de fogo com missão especial exclusiva.

As Forças Armadas da Coreia do Sul detectaram a movimentação militar e informaram que o projétil balístico percorreu mais de setecentos quilômetros até cair no mar. A liderança norte-coreana evitou confirmar a distância exata divulgada pelos vizinhos do sul. A irmã do dirigente argumentou que os governos da Coreia do Sul e do Japão não possuem capacidade técnica para rastrear os armamentos. Ela sugeriu que o alcance real superou os registros oficiais sem apresentar provas materiais.

Alerta internacional e contexto de testes

O episódio ocorre no mesmo período em que agências das Nações Unidas emitem alertas sobre novas construções no programa nuclear do país. A Coreia do Norte acumula mais de dez testes de mísseis realizados ao longo deste ano. O governo de Pyongyang justificou algumas dessas operações como resposta a manobras militares conjuntas entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

O uso de sistemas autônomos em armamentos representa uma nova etapa nos testes conduzidos pelas autoridades locais. Especialistas militares acompanham os desdobramentos dessas tecnologias aplicadas à defesa estratégica. As operações continuam a mobilizar os serviços de inteligência da região asiática.

Novas etapas do programa de armamentos devem ser anunciadas pelo governo norte-coreano conforme o cronograma oficial de exercícios militares. As autoridades locais mantêm a política de desenvolvimento de novos sistemas bélicos. O monitoramento por parte dos países vizinhos segue em nível elevado após a revelação do uso de inteligência artificial.

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