Coreia do Norte nega ter hackeado a Binance e diz que acusação dos EUA é "provocação"
Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-un, rejeitou a acusação do FBI sobre o roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da corretora. A Binance diz ter reposto US$ 6 bilhões dos ativos.

A Coreia do Norte negou nesta terça-feira (3) que tenha sido responsável pelo ataque hacker à Binance, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A negativa consta de comunicado divulgado pela agência estatal KCNA e assinado por Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un.
A acusação dos Estados Unidos
O FBI atribuiu ao governo norte-coreano e ao grupo hacker patrocinado pelo Estado conhecido como TraderTraitor a responsabilidade pelo ciberataque contra a corretora de criptomoedas.
A resposta de Pyongyang
No comunicado, Kim Yo Jong afirmou que os Estados Unidos "recorreram, mais uma vez, a uma provocação" ao tentar associar o episódio aos norte-coreanos. Ela disse que o FBI "tenta rotular" a Coreia do Norte como um "Estado cibercriminoso" e classificou a alegação como "retórica absurda e nada original".
Ainda segundo ela, não é a primeira vez que os EUA tentam disseminar uma "percepção equivocada" sobre o país, associando-o "de forma cega" a incidentes desse tipo. Kim Yo Jong chamou a acusação de "tentativa nefasta de prejudicar a imagem internacional da Coreia do Norte" e de "grave violação da soberania" do país.
O ataque e a situação da corretora
O ataque ocorreu na noite de quinta-feira (29). A Binance informou que uma investigação inicial indicou que a violação pode ter começado com um laptop hackeado, pertencente a um de seus engenheiros, o que permitiu a um invasor obter acesso a um dos sistemas da empresa e fazer saques não autorizados.
Em comunicado na sexta-feira (30), a corretora declarou que foram identificados "pontos adicionais de violação". No domingo (1º), informou que retomou os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins e que repôs US$ 6 bilhões dos ativos roubados, com recursos próprios, usando-os para comprar tokens de substituição. O restante corresponde a ativos de menor liquidez, que podem levar mais tempo para ser adquiridos nas quantidades necessárias.
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