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Coreia do Norte divulga fotos de Kim Jong-un em exposição, após rumores sem provas sobre sua morte

As imagens oficiais mostram o líder com a mulher e a filha em Pyongyang, em visita feita na segunda-feira (19). Os boatos partiram de um dissidente chinês, que não apresentou provas.

Redação MNMundo2 min de leitura
Coreia do Norte divulga fotos de Kim Jong-un em exposição, após rumores sem provas sobre sua morte
Foto: Reprodução

A Coreia do Norte divulgou nesta terça-feira (20) novas fotos do líder Kim Jong-un, de 42 anos, depois que rumores de que ele teria morrido de hemorragia cerebral se espalharam pelas redes sociais. As imagens, publicadas pela imprensa estatal do país, mostram Kim visitando uma exposição de roupas e calçados em Pyongyang, ao lado da mulher, Ri Sol-ju, e da filha, Kim Ju-ae. Segundo a divulgação oficial, a visita ocorreu na segunda-feira (19).

Origem dos rumores

Os boatos começaram com publicações do dissidente chinês Wanjun Xie, que vive nos Estados Unidos e se apresenta como presidente do Partido Democrático da China, organização proibida pelas autoridades chinesas. Sem apresentar provas, ele afirmou que Kim teria perdido a consciência após uma hemorragia cerebral e sido levado às pressas a um hospital em Pequim, onde teria morrido. Xie também alegou que o corpo teria sido levado de volta, em segredo, à Coreia do Norte. O ativista já havia divulgado informações falsas sobre uma suposta morte do presidente chinês, Xi Jinping.

Última aparição anterior

Antes dessas imagens, Kim havia sido fotografado pela última vez em 11 de outubro, em uma cerimônia em um museu dedicado à indústria de defesa.

Saúde sob especulação

Não é a primeira vez que a saúde do líder norte-coreano é alvo de especulações. Em 2020, um afastamento temporário de eventos públicos alimentou rumores de que ele teria morrido após uma cirurgia cardiovascular. Avaliações da inteligência sul-coreana apontam que Kim apresenta fatores de risco para doenças cardiovasculares, como obesidade e tabagismo.

A filha, de cerca de 13 anos, participa de um número crescente de eventos oficiais e é apontada por Seul como possível sucessora, embora não tenha sido formalmente designada. Uma mudança abrupta na liderança do país, que possui armas nucleares, poderia provocar instabilidade política e ampliar as tensões na região.

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