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VOO PARA ISRAEL

Copiloto esfaqueia comandante em voo de Dubai para Tel Aviv, e Israel diz que ele tentou derrubar o avião

Avião da Flydubai com passageiros em sua maioria israelenses perdeu altitude de forma brusca e fez pouso de emergência na Arábia Saudita. O copiloto, cidadão de Omã, foi dominado a bordo e está preso.

Redação MNMundo3 min de leitura
Copiloto esfaqueia comandante em voo de Dubai para Tel Aviv, e Israel diz que ele tentou derrubar o avião
Foto: Ministério da Notícia

Um voo comercial que saiu de Dubai com destino a Tel Aviv nesta quarta-feira (30) terminou em pouso de emergência na Arábia Saudita depois que o copiloto atacou o comandante com uma faca dentro da cabine. O governo de Israel afirma que o objetivo era derrubar a aeronave com todos a bordo.

O avião era o voo FZ1073 da Flydubai, um Boeing 737, e levava cerca de 150 passageiros, a maioria israelenses. Ninguém entre os passageiros se feriu.

O que aconteceu na cabine

O ataque ocorreu quando a aeronave já se aproximava de Israel, depois de mais de duas horas de viagem. Segundo as autoridades israelenses, o copiloto, cidadão de Omã, esfaqueou o comandante, que é dos Emirados Árabes Unidos.

Dados de rastreamento de voo mostram que o avião, que seguia a cerca de 34 mil pés, desceu milhares de metros em poucos segundos. Passageiros relataram à imprensa israelense momentos de pânico, com a aeronave sem controle.

Durante a crise, o avião transmitiu dois códigos de alerta: o de emergência geral e o que indica interferência ilícita a bordo, usado em casos de sequestro.

Quem dominou o agressor

Um passageiro ajudou a imobilizar o copiloto. De acordo com a Flydubai, a situação foi controlada por tripulantes da própria companhia que viajavam no voo fora de serviço, e que assumiram o comando da aeronave.

O avião foi desviado para Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde pousou em segurança. Os dois pilotos foram levados a um hospital. O comandante sofreu ferimentos de faca, e o estado de saúde dele não foi detalhado oficialmente.

Suspeito estava havia menos de um ano na empresa

Segundo a imprensa israelense, o copiloto trabalhava na Flydubai havia cerca de nove meses. Ele foi preso e está sob custódia das autoridades da Arábia Saudita, que devem interrogá-lo.

A reação de Israel

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que, pelos indícios reunidos até agora, o copiloto tentou derrubar o avião com os passageiros. O ministro da Defesa, Israel Katz, classificou o episódio como uma tentativa de atentado terrorista de motivação jihadista.

A Força Aérea israelense chegou a acionar caças enquanto o avião ainda estava no ar, diante da suspeita de sequestro.

A ministra dos Transportes, Miri Regev, cobrou a suspensão dos voos da Flydubai para Israel.

O que diz a companhia

A Flydubai confirmou que houve uma briga na cabine de comando e que todos a bordo estão seguros. A empresa disse que ainda não conhece os motivos do ataque, que seguem sob investigação, e pediu que não se especule sobre o caso.

Até a publicação desta matéria, os governos de Omã e dos Emirados Árabes Unidos não haviam se manifestado oficialmente.

A motivação ainda não está fechada

Apesar da linha adotada pelo governo israelense, a investigação ainda não concluiu o que levou o copiloto ao ataque. Além da hipótese de terrorismo, os investigadores não descartaram outras possibilidades, como um conflito pessoal grave ou uma tentativa de suicídio.

Os passageiros deixaram o avião em Tabuk e aguardaram no terminal. A previsão é que eles sigam viagem para Israel em outra aeronave da Flydubai.

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