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FUTEBOL FEMININO

Como funcionam as novas regras para o futebol feminino no Brasil

Lei estabelece diretrizes permanentes, metas de profissionalização e proteção aos direitos das atletas no país.

Redação MNEsportes3 min de leitura
Como funcionam as novas regras para o futebol feminino no Brasil

Imagem ilustrativa. Mulheres jogam futebol em um gramado durante o dia.

Foto: Jeffrey F Lin / Unsplash

O futebol feminino passa a contar com diretrizes legais permanentes no país, integrando a modalidade como prioridade nas políticas públicas de esporte. A nova legislação foi publicada no Diário Oficial da União e traz regras voltadas para a expansão da prática esportiva entre mulheres. O texto busca corrigir disparidades históricas e estruturar o cenário competitivo em âmbito nacional. A medida abrange tanto atletas profissionais quanto competições de base em todo o território brasileiro.

A norma determina a promoção da equidade de oportunidades, considerando diferenças territoriais, socioeconômicas, raciais, etárias e de pessoas com deficiência. Entre as prioridades estão a garantia de segurança, a integridade física e psicológica, e a proteção integral aos direitos de gravidez e maternidade. O governo federal, em conjunto com estados, Distrito Federal e municípios, deve cooperar para fortalecer a modalidade em todas as regiões.

As mudanças na prática para clubes e atletas

A execução das diretrizes fica sob a responsabilidade do Ministério do Esporte, que deve estimular a inclusão da modalidade em programas de formação e apoiar calendários antecipados. A legislação também estabelece limites decrescentes para inscrições de atletas não profissionais em torneios oficiais para incentivar a profissionalização. Na principal divisão nacional, o limite inicial é de até quatro atletas não profissionais por equipe. Nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, o teto é de seis atletas, enquanto outras competições profissionais permitem até oito.

Além da profissionalização gradual, o Ministério do Esporte, a Confederação Brasileira de Futebol, federações e clubes devem criar protocolos conjuntos contra a violência e a discriminação. A Lei Geral do Esporte foi alterada para exigir estruturas equivalentes para atletas mulheres e homens em formação. Outra exigência é a manutenção obrigatória de equipes femininas para a obtenção de certificações esportivas específicas, regra que passará a valer em 180 dias e poderá ser prorrogada por igual período.

As atletas e profissionais da área ganham maior amparo contra o preconceito e o racismo, além de incentivos à capacitação e empregabilidade em funções técnicas e de gestão. Clubes, escolas e universidades poderão estabelecer parcerias para identificar e desenvolver novos talentos desde a base. A legislação conecta essas diretrizes diretamente aos preparativos para sediar a Copa do Mundo Feminina da Fifa no país.

O plano de legado para o torneio internacional que ocorrerá no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 integra as estratégias de sustentabilidade econômica da modalidade. As próximas etapas envolvem a definição de cronogramas governamentais para reduzir progressivamente os limites de atletas não profissionais nas equipes. As entidades esportivas também devem implementar os programas permanentes de combate à violência exigidos pelas novas alterações legais.

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