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PARATAEKWONDO

Como funciona o parataekwondo e a disputa por medalhas

Entenda a modalidade paralímpica, as categorias de peso e o caminho rumo aos Jogos de Los Angeles 2028

Redação MNEsportes3 min de leitura
Como funciona o parataekwondo e a disputa por medalhas

Imagem ilustrativa. Silhueta de pessoa aplicando um chute no ar

Foto: Jason Briscoe / Unsplash

O parataekwondo é a adaptação da arte marcial coreana para atletas com deficiência física e motora. A modalidade vem ganhando espaço no cenário internacional com competições de alto rendimento que reúnem competidores de dezenas de países. A prática exige técnica rigorosa, velocidade e estratégia para pontuar sobre o adversário dentro da área oficial de luta. Compreender o funcionamento desse esporte ajuda a acompanhar o desempenho dos representantes do país nas principais competições globais. A modalidade é regida por normas internacionais que garantem a segurança e a equidade entre os participantes de diferentes regiões do mundo.

As disputas ocorrem exclusivamente na classe K44, que abrange atletas com comprometimento físico-motor que afeta os membros superiores. Essa é a única categoria incluída no programa oficial dos Jogos Paralímpicos. Os combates são divididos por faixas de peso para equilibrar a força e a agilidade dos competidores. Cada luta exige um planejamento tático apurado para superar o oponente sem descuidar da defesa. O controle de golpes e a precisão na pontuação definem os vencedores ao final dos rounds regulamentares.

O calendário internacional conta com etapas importantes, como o Grand Prix realizado na Coreia do Sul, que reuniu cento e vinte atletas de vinte e sete nacionalidades. Eventos desse porte servem para testar a preparação física dos competidores e ajustar detalhes técnicos com foco em metas futuras. O torneio em Muju distribuiu até sessenta pontos no ranking mundial para os melhores colocados. Essa pontuação funciona como parâmetro oficial para definir os atletas que seguem na disputa por vagas nas próximas competições de grande porte.

Como funciona a pontuação e a disputa de medalhas

A estrutura de premiação de um Grand Prix segue o formato tradicional de eliminatórias simples até as fases decisivas. Os atletas avançam pelas chaves superando adversários em combates diretos de dois rounds. Em caso de derrotas nas semifinais, a organização não realiza disputa pelo terceiro lugar, o que garante duas medalhas de bronze automáticas para os perdedores dessa etapa. Essa configuração valoriza a constância dos competidores ao longo de todo o evento.

O desempenho do Brasil na competição sul-coreana resultou em quatro pódios em diferentes categorias de peso. A paraibana Silvana Fernandes conquistou a medalha de ouro na categoria até cinquenta e sete quilos após vencer a final por dois a zero. Na mesma categoria, a gaúcha Maria Eduarda Stumpf garantiu uma das medalhas de bronze após ser superada na semifinal. O país também obteve prata com o paranaense Gustavo Antonio Ruppel e bronze com a mineira Ana Carolina Moura.

Os resultados obtidos nas etapas internacionais refletem diretamente na posição dos atletas no ranking mundial da modalidade. Cada conquista de pontos aproxima os competidores do objetivo de garantir presença nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles em dois mil e vinte e oito. A próxima etapa para os lutadores envolve a manutenção do ritmo de treinos e a participação em novas seletivas oficiais. O acompanhamento da pontuação permite que o público entenda a evolução dos atletas ao longo do ciclo paralímpico.

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