Como funciona o Mundial Paralímpico de Judô e quem ganha medalha
Entenda a competição internacional que reuniu os melhores atletas paralímpicos do Brasil e do mundo em Tbilisi.

O esporte adaptado traz competições de alto nível onde atletas com deficiência visual disputam títulos mundiais em categorias divididas por peso e grau de visão. A modalidade paralímpica exige técnica apurada e segue regras muito parecidas com o judô tradicional praticado nas Olimpíadas. O Mundial Paralímpico é o principal torneio da modalidade fora dos Jogos Paralímpicos, reunindo delegações de diversos países para definir os melhores lutadores da temporada.
As disputas ocorrem em classes específicas para garantir a equidade entre os participantes. A classe J1 é destinada a atletas cegos, enquanto a classe J2 contempla competidores com baixa visão. Cada categoria de peso exige uma estratégia diferente de luta, com combates que podem ser decididos no tempo regulamentar ou no golden score, que é o tempo extra de desempate. Os atletas acumulam pontos em lutas eliminatórias até chegarem às finais que definem os medalhistas de ouro, prata e bronze.
Os campeões brasileiros e as regras da disputa
A delegação brasileira teve grande destaque internacional ao conquistar várias medalhas em um único dia de competições na Geórgia. Alana Maldonado garantiu o quarto título mundial na categoria até 70 kg da classe J2 após vencer a luta final no tempo extra com um wazari, que é uma pontuação intermediária. Arthur Silva também confirmou o bicampeonato mundial na categoria até 95 kg da classe J1 ao superar o adversário britânico. Brenda Freitas completou a lista de campeões do dia ao vencer a final da categoria até 70 kg da classe J1 com um ippon, golpe que encerra a luta imediatamente.
Além dos ouros, o país obteve pódios importantes com medalhas de prata e bronze em diferentes categorias de peso. Milena Freitas e Marcelo Casanova conquistaram a medalha de prata, enquanto Rebeca Silva e Felipe Amorim garantiram o bronze para o país. Com esses resultados, a equipe nacional somou dez medalhas no total acumulado do torneio, demonstrando a força do judô paralímpico brasileiro no cenário internacional.
O desempenho dos atletas reflete um trabalho contínuo de preparação física e logística esportiva para competições no exterior. O evento serve como parâmetro para medir o desenvolvimento da modalidade e o nível técnico dos competidores brasileiros frente aos principais rivais do planeta. Cada vitória consolida o nome dos judocas no esporte de alto rendimento e garante visibilidade para as categorias paralímpicas.
O encerramento oficial da competição internacional ocorre com a realização das disputas por equipes, que fecham o calendário do evento. Os atletas retornam aos seus clubes e centros de treinamento após o término dos combates para iniciar a preparação para os próximos desafios da temporada.
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