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EXECUÇÃO FALHADA

Christa Gail Pike sobrevive a execução e vai para hospital

Condenada à morte recebeu duas doses de pentobarbital nos Estados Unidos, mas falha inédita suspende procedimentos

Redação MNSaúde3 min de leitura
Christa Gail Pike sobrevive a execução e vai para hospital
Foto: Ministério da Notícia

Uma execução falhou nos Estados Unidos e resultou na sobrevivência de uma mulher condenada à morte por assassinato. O caso ocorreu nesta quarta-feira, no estado do Tennessee, envolvendo Christa Gail Pike, de 50 anos. Ela seria a primeira mulher executada no estado em mais de duzentos anos. A detenta recebeu duas doses de pentobarbital, mas não morreu e precisou ser levada para um hospital.

A substância utilizada pertence à classe dos barbitúricos e atua diretamente no sistema nervoso central. O medicamento reduz a atividade cerebral e a transmissão de mensagens entre o cérebro e o corpo. Em excesso, a droga suspende funções vitais automáticas, como a respiração e a circulação. A administração do composto costuma causar coma seguido de parada respiratória e cardíaca em poucos minutos.

Repórteres presentes no local relataram que a condenada apresentou queimação no braço e dificuldade para respirar. Mesmo após a segunda aplicação da substância, ela continuou roncar na câmara de execução. O Departamento de Correções do Tennessee informou que ainda não existe uma explicação oficial para o ocorrido. A porta-voz Dorinda Carter declarou não possuir informações imediatas sobre o estado de saúde da mulher.

Funcionamento do pentobarbital

Desenvolvido no século dezenove, o pentobarbital possui ação sedativa curta e serviu para tratar insônia e controlar convulsões. No Brasil, o uso da substância não é totalmente proibido para humanos de forma comercial direta, mas conta com controle rigoroso. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária regulamenta o produto por meio da portaria número trezentos e quarenta e quatro, inserindo o item na lista de substâncias psicotrópicas.

Especialistas apontam que a droga simula o estado provocado por uma anestesia cirúrgica profunda. Sem suporte ventilatório adequado, o organismo sofre com a falta de oxigenação e entra em colapso. O uso de barbitúricos perdeu espaço na medicina ao longo dos anos devido aos riscos de dependência, intoxicação e depressão respiratória severa.

A execução estava inicialmente marcada para as dez horas da manhã, mas passou por suspensão temporária ordenada pelo Tribunal de Apelações. A Suprema Corte americana derrubou a decisão e o cumprimento da pena foi transferido para o período noturno. O governador do estado, Bill Lee, suspendeu outra execução prevista para este ano e determinou uma revisão completa do procedimento.

Dados do Death Penalty Information Center apontam que os Estados Unidos já registraram sete execuções malsucedidas anteriormente. Em todas as situações passadas, contudo, as equipes falharam no acesso às veias para aplicar a droga. A sobrevivência após receber o pentobarbital é considerada um caso inédito pelas autoridades locais.

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