Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
DIPLOMACIA

Chanceler argentino nega que o Brasil tenha pedido explicações sobre a passagem de Flávio Bolsonaro

Pablo Quirno disse no X que é falso o relato de que o governo Lula cobrou esclarecimentos de Buenos Aires. O Planalto afirma ter feito o pedido à embaixada argentina na quinta-feira (29).

Redação MNMundo2 min de leitura
Chanceler argentino nega que o Brasil tenha pedido explicações sobre a passagem de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

O chanceler da Argentina, Pablo Quirno, negou nesta sexta-feira (30) que o Brasil tenha pedido explicações a Buenos Aires sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo território argentino antes de ele seguir para os Estados Unidos. A declaração foi feita no X, em resposta a uma publicação de um jornal argentino que noticiava a cobrança do governo brasileiro.

Versões contraditórias

"Falso. Não houve nenhum pedido de explicações", escreveu Quirno. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia dito, na quinta-feira (29), ter solicitado esclarecimentos à Argentina sobre o papel do governo de Javier Milei na saída do senador do país. Segundo o Planalto, o pedido foi feito em conversa com a encarregada de negócios da Embaixada argentina, a ministra-conselheira Emilia Cortés.

Havia a expectativa de que o Itamaraty convocasse a representante argentina ou de que o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, pedisse explicações diretamente a Quirno.

O que se sabe sobre a travessia

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27), dois dias depois da reeleição de Lula, pela fronteira com a Argentina, e seguiu de jato para Miami, com escala no Equador. Chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), com a mulher e as filhas. Os passaportes dele estavam cancelados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a Polícia Federal apura como ele deixou o país.

O governo Milei negou, de início, que o senador tivesse entrado em território argentino. Depois, a Migração argentina informou que ele cruzou a fronteira com a mulher e as duas filhas.

Relatos da imprensa argentina e americana citados na reportagem de origem afirmam que o voo custou US$ 140 mil e foi pago por um corretor americano, que o avião foi providenciado por um assessor de comunicação da Casa Branca e que um assessor de Milei esteve em Puerto Iguazú na noite do embarque. Esses pontos não foram confirmados oficialmente.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp