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CANETAS EMAGRECEDORAS

Canetas emagrecedoras sem supervisão causam perda muscular e deficiências

Especialistas alertam que o uso de medicamentos da classe GLP-1 exige acompanhamento nutricional para evitar desnutrição e redução drástica de massa magra.

Redação MNSaúde3 min de leitura
Canetas emagrecedoras sem supervisão causam perda muscular e deficiências

O uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico pode provocar perda excessiva de massa muscular e deficiência de micronutrientes. O alerta é de endocrinologistas e aponta que a falta de mudança nos hábitos alimentares agrava o quadro durante o tratamento da obesidade. A medicação da classe dos agonistas do receptor GLP-1 reduz drasticamente o apetite e atrasa o esvaziamento do estômago nos pacientes. Essa dinâmica faz com que ocorra uma ingestão insuficiente de proteínas e vitaminas essenciais para a saúde. Quando o tratamento é iniciado, a prioridade deve ser a densidade nutricional das refeições. O foco precisa ir além da redução do tamanho dos pratos para garantir que o consumo alimentar seja rico em nutrientes.

Estratégias e metas de consumo proteico

O endocrinologista Marcio Mancini, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama por quilo ao dia para jovens saudáveis. Para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia, que é a perda de massa muscular, o patamar recomendado sobe para 1,5 grama por quilo diariamente. Também é essencial monitorar a quantidade de massa magra por meio de exames como bioimpedância e densitometria de corpo inteiro. Outra estratégia é testar a função muscular com testes de força de preensão manual para evitar que a perda de músculos ultrapasse 25% do peso total eliminado. Entre as queixas mais comuns associadas ao uso incorreto estão a queda de cabelo, afinamento dos fios e sintomas gastrointestinais persistentes. Náusea, constipação, flatulência e sensação de estufamento aparecem com intensidade maior do que o normal nesses casos. Para contornar os efeitos colaterais, especialistas recomendam fracionar as refeições ao longo do dia com porções menores e densas em nutrientes. Ingerir alimentos proteicos logo no início da refeição ajuda a aproveitar o momento em que a saciedade precoce ainda é menor. Alimentos muito gordurosos devem ser evitados para prevenir náuseas, enquanto o consumo de fibras e líquidos combate problemas gastrointestinais.

Sinais de alerta e acompanhamento profissional

Sinais de alerta para a desnutrição incluem a redução da força física e da mobilidade no dia a dia, indicando o avanço da sarcopenia. Alterações em exames laboratoriais que apontam queda nos níveis de vitamina D, potássio, magnésio, ferro e vitamina B12 também exigem atenção. A restrição alimentar excessiva com perda completa do prazer diante da comida pode sinalizar que a dose do remédio está alta demais. Pacientes com acompanhamento especializado relatam resultados positivos, emagrecimento eficaz e preservação da qualidade de vida sem quedas de cabelo. O trabalho conjunto de endocrinologistas, nutricionistas e educadores físicos garante a reposição correta de vitaminas e o sucesso do procedimento.

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