Cabos eleitorais de deputado do PL são presos em Roraima com R$ 30 mil escondidos nas meias
Segundo a polícia, os dois homens disseram que o dinheiro serviria para pagar cerca de R$ 300 por voto. A assessoria do deputado Antonio Carlos Nicoletti fala em acusações sem fundamento.

Dois homens apontados como cabos eleitorais do deputado federal Antonio Carlos Nicoletti (PL) foram presos em Boa Vista, Roraima, às vésperas da eleição, com R$ 30 mil escondidos nas meias e nos sapatos.
Eles foram abordados por policiais militares durante patrulhamento na Avenida Capitão Ene Garcez. Estavam em uma caminhonete. O dinheiro estava dividido em três maços de notas de R$ 100. Os policiais também recolheram um rádio comunicador no veículo.
O que disseram à polícia
De acordo com a polícia, os dois afirmaram que o dinheiro seria usado para comprar votos, a cerca de R$ 300 cada. Um deles declarou trabalhar para Nicoletti havia mais de um mês. O outro disse que também prestava serviço para outro candidato da região.
Os presos, o dinheiro e o material apreendido foram levados à Superintendência da Polícia Federal em Roraima, que vai apurar o caso como possível crime eleitoral.
Em nota, a assessoria de Nicoletti afirmou que o deputado é alvo de acusações sem fundamento promovidas por adversários políticos, disse confiar nas autoridades responsáveis pela investigação e reafirmou o compromisso dele com a transparência.
Série de flagrantes no estado
O caso não é isolado em Roraima nesta semana. Na quinta-feira (1º), a PF prendeu 22 pessoas em Boa Vista em uma ação contra compra de votos. Segundo a corporação, cada eleitor teria recebido R$ 400. Na mesma data, outro suspeito foi detido com uma lista de nomes de eleitores e cerca de R$ 33,7 mil em dinheiro vivo.
Também na quinta-feira, em Manaus, a PF prendeu duas pessoas com R$ 1,64 milhão sacados de uma agência bancária no centro da cidade. A ação partiu de informações recebidas pela Central de Denúncias Eleitorais sobre saques considerados suspeitos.
Prisão só em flagrante
Pela legislação eleitoral, eleitores e candidatos não podem ser presos nos dias que antecedem a votação, salvo exceções como o flagrante. Compra de votos é uma das situações que permitem a prisão nesse período.
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