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Bulgária terá segundo turno presidencial em 1º de novembro entre Iliana Yotova e Andrey Gyurov, com abstenção recorde de 77,5%

Com quase todas as urnas apuradas, Yotova tem 34,8% e Gyurov, 32%. Como menos da metade dos eleitores votou, nenhum candidato venceu no primeiro turno.

Redação MNMundo2 min de leitura
Bulgária terá segundo turno presidencial em 1º de novembro entre Iliana Yotova e Andrey Gyurov, com abstenção recorde de 77,5%
Foto: Reprodução

A eleição presidencial da Bulgária será decidida em um segundo turno, em 1º de novembro, entre a atual presidente, Iliana Yotova, e o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov. A votação de domingo (25) terminou sem vencedor.

Resultado

Com quase 100% das urnas apuradas nesta segunda-feira (26), Yotova somava 34,8% dos votos, contra 32% de Gyurov, segundo a Comissão Eleitoral Central. Para vencer no primeiro turno, além da maioria dos votos, era preciso que mais da metade dos cerca de 6,6 milhões de eleitores participasse. A abstenção ficou em aproximadamente 77,5%, a maior já registrada, o que reflete o desinteresse do eleitorado após anos de crise política.

Os candidatos

Yotova concorre como independente, com apoio do Partido Socialista e do Bulgária Progressista, do primeiro-ministro Rumen Radev, e defende aproximação com a Rússia. Ex-vice-presidente, assumiu a Presidência em janeiro, quando Radev deixou o cargo para disputar as eleições parlamentares. Se vencer, será a primeira mulher eleita diretamente para a função.

Gyurov, economista e ex-vice-presidente do banco central, comandou um governo interino no início do ano e assinou um acordo de cooperação em segurança com Kiev. Representa a oposição reformista pró-Ocidente e defende apoio firme à Ucrânia.

Campanha e poderes do cargo

A guerra na Ucrânia e os ataques com drones contra embarcações comerciais no Mar Negro dominaram a campanha, ao lado da inflação e da alta dos preços da energia. O país integra a União Europeia e a Otan. Embora o cargo tenha funções predominantemente cerimoniais, o presidente comanda as Forças Armadas, pode vetar leis, assina tratados internacionais e nomeia embaixadores.

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