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BRASILEIRO NA TURQUIA

Brasileiro de 33 anos morre na Turquia após ser levado a centro de migração; família questiona a versão sobre a morte

Lucas Nascimento de Medeiros viajou à Turquia para um curso e foi retido em um centro de migração em Esmirna. O consulado informou que o corpo foi encontrado em um hotel. A família contesta e diz que a última localização dele era o centro.

Redação MNMundo2 min de leitura
Brasileiro de 33 anos morre na Turquia após ser levado a centro de migração; família questiona a versão sobre a morte
Foto: Ministério da Notícia

O brasileiro Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, foi dado como morto por autoridades turcas durante uma viagem à Turquia, dias depois de avisar a família que estava detido em um centro de migração. A irmã dele viaja ao país nesta quarta-feira (14) para reconhecer o corpo.

O que se sabe

Empresário e programador, Lucas morava na Europa havia cerca de sete anos e foi à Turquia para fazer um curso de falcoaria. Segundo relato dele à mãe, em ligação no fim de semana, envolveu-se em uma briga. A família afirma que o desentendimento teve ligação com intolerância religiosa, já que ele é de origem judaica. Depois da briga, procurou as autoridades e acabou retido no Centro de Remoção de Harmandalı, em Esmirna, para ser deportado.

Na madrugada de 5 para 6 de outubro, ele enviou à mãe a localização do centro pelo WhatsApp e combinou de chegar a São Paulo na segunda-feira (12). Em 8 de outubro, parou de responder aos familiares, e, no sábado (10), as mensagens deixaram de ser entregues.

A versão do consulado e a contestação da família

No sábado, a ex-companheira de Lucas, que havia acionado o Consulado do Brasil em Istambul por e-mail, recebeu uma ligação da representação consular informando que um corpo foi encontrado em um hotel, com o passaporte do brasileiro. O irmão, Marcos Medeiros, questiona a versão: "Como é que a pessoa tá no centro de imigração e é encontrado no hotel?". Segundo ele, depois que a família citou as coordenadas enviadas por Lucas, as autoridades turcas teriam admitido que o episódio ocorreu dentro da unidade migratória. Essa informação é atribuída à família e não foi confirmada oficialmente.

A família procurou a Polícia Federal, que disse não ter atribuição no caso e orientou a buscar a Polícia Civil de São Paulo, onde foi registrado boletim de ocorrência. A irmã viaja à Turquia para reconhecer o corpo.

Fonte: Ministério da Notícia.

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