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ELEIÇÕES 2026

Brasil volta a eleger três mulheres governadoras em uma mesma eleição após 20 anos

Celina Leão (DF) e Mailza Assis (AC) foram reeleitas no segundo turno e se unem a Raquel Lyra (PE), eleita no primeiro, igualando o recorde de 2006.

Redação MNBrasil2 min de leitura
Brasil volta a eleger três mulheres governadoras em uma mesma eleição após 20 anos
Foto: Reprodução

O Brasil voltou a eleger três mulheres governadoras em uma mesma eleição após um intervalo de 20 anos, igualando o recorde registrado em 2006. Neste domingo (25), foram reeleitas Celina Leão (PP), no Distrito Federal, e Mailza Assis (PP), no Acre. Elas se unem a Raquel Lyra (PSD), reeleita no primeiro turno em Pernambuco.

Trajetórias parecidas

Celina Leão e Mailza Assis tiveram caminhos semelhantes. Ambas eram vice-governadoras e assumiram o governo em abril deste ano, após a renúncia dos titulares. Com a vitória, tornaram-se as primeiras mulheres eleitas para governar o Distrito Federal e o Acre.

O Distrito Federal terá um cenário inédito no país a partir de 2027: uma mulher no governo e três mulheres no Senado. São elas Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), eleitas este ano, e Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022.

Candidaturas e segundo turno

As mulheres foram 34 das 194 candidaturas ao governo registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou 18% do total. Quatro chegaram ao segundo turno. Além das vitoriosas Celina Leão e Mailza Assis, foram derrotadas neste domingo a Professora Dorinha (União Brasil), no Tocantins, e Maria do Carmo Seffair (PL), no Amazonas.

As quatro candidatas do segundo turno são do campo da direita e apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Raquel Lyra, vencedora no primeiro turno, adotou posição de neutralidade em relação à disputa presidencial.

Cinco governam hoje

Atualmente, cinco mulheres governam estados: Raquel Lyra, Mailza Assis, Celina Leão, Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte, e Hana Ghassan, no Pará. Só Lyra e Bezerra foram eleitas diretamente em 2022. É o maior número de mulheres no cargo ao mesmo tempo na história do país, embora elas sejam 51,5% da população, segundo o IBGE.

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