Boca de urna em Israel indica impasse entre bloco de Netanyahu e oposição, sem maioria no Knesset
Pesquisas de boca de urna das principais emissoras israelenses apontam que nem o bloco do premiê Benjamin Netanyahu nem a oposição de Gadi Eisenkot alcançam as 61 cadeiras necessárias. O resultado oficial depende da apuração.

As pesquisas de boca de urna das principais emissoras de Israel apontam um impasse na eleição realizada nesta terça-feira (27). Pelas projeções iniciais, nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem a oposição liderada por Gadi Eisenkot deve alcançar a maioria das cadeiras no Parlamento.
O que indicam as projeções
De acordo com a projeção de uma das emissoras, o bloco de Netanyahu deve conquistar cerca de 50 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense. Na legislatura anterior, o grupo tinha 68. A oposição de Eisenkot contava com 52 assentos na mesma projeção, e os partidos árabes podem somar um recorde de 18. São necessários ao menos 61 deputados para garantir maioria.
Participação e contexto
Segundo o Comitê Central de Eleições, a participação chegou a 74,3% às 20h no horário local (14h em Brasília), o maior comparecimento registrado desde pelo menos 1999. Cerca de 7,3 milhões de israelenses estavam aptos a votar.
A eleição é a primeira desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza e foram seguidos por confrontos envolvendo Israel, o Líbano e o Irã. Netanyahu concentrou a campanha na experiência em segurança e na relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou apoio ao premiê. Eisenkot, ex-comandante militar, acusou o adversário de recorrer ao alarmismo e prometeu criar uma comissão independente para investigar as falhas de segurança que permitiram os ataques de 2023.
Próximos passos
O resultado oficial ainda depende da apuração dos votos, prevista para terminar até 30 de outubro, com publicação formal dos resultados em 4 de novembro. Depois disso, o presidente Isaac Herzog consultará os líderes partidários e indicará o candidato considerado mais apto a formar uma coalizão. O escolhido terá até 42 dias para montar um governo. Se não conseguir, outros nomes poderão receber a oportunidade. Caso nenhuma tentativa seja bem-sucedida, novas eleições poderão ser convocadas, enquanto o gabinete atual permanece como governo interino.
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