Balanço de colisão de trens na Espanha sobe para 46 mortos e 179 feridos
O governo regional de Castilla-La Mancha atualizou o balanço da colisão entre dois trens de alta velocidade perto de Toledo: são 46 mortos e 179 feridos. As causas ainda não foram esclarecidas.

O número de vítimas da colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha subiu para 46 mortos e 179 feridos, segundo o porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha. As primeiras informações do acidente, na manhã desta quarta-feira (28), falavam em ao menos 30 mortes, e a própria porta-voz regional já havia alertado que o número deveria aumentar.
Como foi o acidente
A colisão ocorreu por volta das 8h54, no horário local, perto da estação de Urda, na província de Toledo, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. Os trens pertenciam às companhias Iryo e Renfe. Segundo a porta-voz regional, havia 147 passageiros no trem da Iryo e 397 no da Renfe.
Imagens de emissoras regionais mostram um trem descarrilado, com ao menos um vagão sobre um trecho elevado da ferrovia, e metal retorcido e destroços espalhados por um aterro abaixo da linha. A causa do acidente não foi esclarecida.
Resgate e circulação
Bombeiros, helicópteros, unidades móveis de terapia intensiva e integrantes da Unidade Militar de Emergências foram mobilizados para atender os passageiros. Agentes da Guarda Civil trabalham no local. A prefeitura de Urda foi acionada para preparar instalações, incluindo um pavilhão esportivo, para receber passageiros e feridos.
A circulação na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia foi interrompida, segundo a Adif, empresa pública responsável pela infraestrutura ferroviária espanhola.
Reação do governo
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, cancelou seus compromissos do dia e escreveu na rede social X que está chocado com o grave acidente e expressou solidariedade às vítimas e às famílias. O PSOE, partido de Sánchez, suspendeu as atividades de campanha previstas para esta quarta-feira, e o Partido Popular, principal legenda de oposição, também suspendeu seus eventos antes das eleições antecipadas de 29 de novembro. A ministra da Saúde, Mónica García, classificou o episódio como um acidente de grande impacto.
Segundo acidente no corredor
O caso reacende o debate sobre a segurança ferroviária no país. Em janeiro de 2026, outro acidente com trens de alta velocidade da Renfe e da Iryo, perto de Adamuz, na província de Córdoba, deixou 46 mortos, depois de um descarrilamento seguido de colisão com um trem que seguia em sentido contrário. Aquele episódio levantou questionamentos sobre os investimentos em manutenção da rede.
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