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TESTE DO PEZINHO

Atraso no teste do pezinho dificulta diagnóstico da AME no Brasil

Demora na triagem neonatal pelo SUS compromete tratamento e preservação de movimentos em pacientes com Atrofia Muscular Espinhal

Redação MNSaúde1 min de leitura
Atraso no teste do pezinho dificulta diagnóstico da AME no Brasil

Imagem ilustrativa. Mão de adulto segura o pé de um bebê.

A demora no diagnóstico e no início do tratamento da Atrofia Muscular Espinhal compromete a preservação dos movimentos em pacientes no Brasil. Dados do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal indicam que a confirmação da AME tipo 1 ocorre, em média, aos cinco meses e cinco dias de vida, com um intervalo de 1,7 ano entre o diagnóstico e o início da terapia.

O principal entrave é a implantação da lei que ampliou o teste do pezinho no Sistema Único de Saúde. Cinco anos após a aprovação, apenas três unidades federativas realizam a triagem ampliada, enquanto outras três estão em fase de implantação. O Ministério da Saúde estabeleceu o prazo de 2030 para concluir a expansão nacional, sendo a doença incluída apenas na última etapa.

A judicialização é alta para garantir o acesso aos medicamentos. Entre pacientes com AME tipos 1 e 2, 39% recorreram à Justiça para iniciar o tratamento. Para a AME tipo 3, que não possui terapia disponível no SUS, o índice atinge 73,9%. O país oferece tratamentos de alta tecnologia, como a terapia gênica Zolgensma, mas pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter equipamentos de suporte domiciliar.

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