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ASSÉDIO ELEITORAL

Denúncias de assédio eleitoral chegam a 3.754 em 2026, e MPT relata demissões por posts a favor de Lula após a eleição

O número do Ministério Público do Trabalho supera o total de 2022, de 3.373. Só entre a madrugada de segunda e o meio-dia desta quinta foram 1.459 denúncias.

Redação MNBrasil2 min de leitura
Denúncias de assédio eleitoral chegam a 3.754 em 2026, e MPT relata demissões por posts a favor de Lula após a eleição
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 3.754 denúncias de assédio eleitoral em 2026 até esta quinta-feira (29), número que supera o total de 2022, de 3.373. Entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h de quinta, foram recebidas 1.459 denúncias.

Retaliação após o resultado

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, a diferença em relação a 2022 está na conduta depois da eleição. "Aquele trabalhador que jogou nas redes sociais dele post do candidato Lula, esquerda, ou então post comemorando, conteúdos que possam relacioná-lo à opção da esquerda, esse trabalhador está sendo dispensado, está sendo perseguido, está sendo retaliado", disse. Para ele, isso não ocorreu na eleição passada.

O procurador-geral classificou a disseminação desses conteúdos como "retrocesso civilizatório" e afirmou que, antes, o MPT atuava sobretudo na relação entre empregado e patrão, enquanto agora os conteúdos são muitas vezes impulsionados por influenciadores e políticos sem vínculo direto com a relação de trabalho.

Ação contra a Meta

Nesta quinta, o MPT ingressou com ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a Meta, dona de Instagram, Facebook e Threads. O órgão pede que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que convocam empresários a demitir funcionários por causa do voto, e R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos. O MPT argumenta que a Meta tem sistemas automatizados, combinados com revisão humana, que identificam e removem outros tipos de conteúdo.

Campanha do governo

O Ministério do Trabalho e Emprego também lançou campanha de combate ao assédio eleitoral: quem tem a Carteira de Trabalho Digital receberá mensagens sobre o direito à liberdade de escolha política e como denunciar coação, ameaça ou discriminação. As denúncias podem ser feitas em assedioeleitoral.trabalho.gov.br, de preferência com data, local, empregador e provas como mensagens, áudios e imagens.

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