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Alberta rejeita separação em referendo e decide permanecer no Canadá

Cerca de 77% dos eleitores da província de Alberta votaram pela permanência no Canadá, segundo resultados não oficiais. O primeiro-ministro Mark Carney disse que a escolha foi pela união.

Redação MNMundo2 min de leitura
Alberta rejeita separação em referendo e decide permanecer no Canadá
Foto: Reprodução

Os eleitores de Alberta, província canadense rica em petróleo, votaram de forma ampla pela permanência no Canadá em um referendo realizado na segunda-feira (19), segundo resultados iniciais divulgados nesta terça-feira (20).

O resultado

Com mais de 1 milhão de votos apurados, 77% dos eleitores apoiaram a permanência no país, enquanto 23% defenderam iniciar um processo de separação, de acordo com números não oficiais divulgados pela Elections Alberta. A consulta não era um referendo direto sobre a independência: a alternativa à permanência era a realização de um segundo voto, vinculante, sobre a separação em data posterior.

A divulgação dos resultados sofreu atrasos depois que a abertura tardia de mais de 100 locais de votação obrigou a ampliação do horário de votação.

As reações

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou em comunicado que os habitantes de Alberta "escolheram o Canadá" e que a província seguirá com os demais canadenses "com propósito renovado e grande ambição". A premiê de Alberta, Danielle Smith, que convocou a consulta sob pressão de separatistas do próprio partido, mas é contrária à independência, disse que os eleitores votaram por "uma Alberta mais forte dentro de um Canadá unido".

Thomas Lukaszuk, ex-vice-primeiro-ministro da província e líder da campanha pró-unidade Forever Canadian, afirmou que o país é "sólido, unido de costa a costa a costa".

O contexto

Foi o primeiro plebiscito desse tipo no Canadá desde o referendo de 1995 em Quebec. O movimento separatista ganhou força depois da guerra comercial com os Estados Unidos e das ameaças de anexação feitas pelo presidente americano, Donald Trump. Líderes separatistas chegaram a se reunir com integrantes do governo americano, o que gerou críticas de políticos canadenses, e havia preocupação com possível interferência estrangeira na votação.

Apesar do resultado, o separatista Jeff Rath afirmou que o movimento deve continuar e defendeu a substituição de Smith na liderança do partido governista.

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