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JULGAMENTO DE MARADONA

Advogado pede dezesseis anos de prisão para médicos no caso Maradona

Defesa do filho mais novo do craque argentino exige punições mais rigorosas do que a promotoria durante audiência do julgamento

Redação MNEsportes2 min de leitura
Advogado pede dezesseis anos de prisão para médicos no caso Maradona
Foto: Ministério da Notícia

O advogado do filho mais novo de Diego Maradona pediu penas de até dezesseis anos de prisão para os principais acusados pela morte do ex-jogador. A solicitação aconteceu durante a audiência realizada nesta terça-feira, superando a severidade da punição exigida pela promotoria do caso. O craque argentino faleceu em vinte e cinco de novembro de dois com vinte, aos sessenta anos de idade, vítima de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar. Ele estava em regime de internação domiciliar na cidade de Tigre, perto de San Isidro, na Argentina, após passar por cirurgia para tratar um hematoma na cabeça. Atualmente, sete profissionais de saúde respondem perante a Justiça por homicídio com dolo eventual, figura jurídica que aponta consciência sobre riscos letais. Mario Baudry, representante legal de Diego Fernando, exigiu dezesseis anos de cadeia para o médico Leopoldo Luque e para a coordenadora médica Nancy Forlini. A argumentação jurídica também cobrou catorze anos para a psiquiatra Agustina Cosachov e doze anos para o psicólogo Carlos Díaz. As demandas da acusação particular incluíram ainda quatro anos de reclusão para um enfermeiro e seu respectivo coordenador de equipe. Durante a exposição, Baudry afirmou que Luque sabia exatamente o desfecho e tentou se eximir de culpa após o agravamento do quadro clínico. Félix Linfante, advogado de Jana Maradona, apoiou as cobranças e detalhou falhas operacionais na residência onde o ídolo permaneceu isolado.

Falhas médicas e falta de equipamentos na residência

O processo aponta que a internação domiciliar carecia de estrutura adequada para atendimentos de emergência e contava com decisões questionáveis da equipe responsável. Linfante destacou que a psiquiatra Cosachov determinou a ida do paciente para a casa e definiu restrições sobre medicamentos e visitas médicas. Testemunhas especialistas reforçaram que o ex-jogador sofria com problemas cardíacos graves e retenção de líquidos que resultaram em edemas não tratados. A defesa apontou que a coordenadora Forlini omitiu equipamentos essenciais e enviou mensagens após o óbito classificando o falecimento como um desfecho previsível. As filhas mais velhas do atleta, Dalma e Gianinna, manifestaram indignação na sala de audiências após o pedido de absolvição do psicólogo Carlos Díaz. Além dos profissionais já julgados, os advogados solicitaram a investigação formal do ex-representante Matías Morla e de funcionários como coautores do crime. As alegações finais do julgamento serão encerradas no dia vinte e dois de outubro, abrindo caminho para a definição da data da sentença.

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