Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
GRUPO KILLSEC

Adolescente de 16 anos é preso na Espanha por liderar grupo hacker

Operação policial na Europa investiga cerca de mil ataques cibernéticos com programas de extorsão digital nos últimos dois anos

Redação MNTecnologia2 min de leitura
Adolescente de 16 anos é preso na Espanha por liderar grupo hacker
Foto: Ministério da Notícia

A polícia da Espanha prendeu um adolescente de 16 anos suspeito de atuar como o principal líder do grupo de hackers KillSec. A detenção ocorreu na cidade de Alicante e integra uma ampla investigação coordenada na Europa sobre crimes cibernéticos. O caso envolve apurações sobre aproximadamente mil ataques com programas de extorsão digital registrados ao longo dos últimos dois anos. O jovem detido possui nacionalidade romena e exercia a função de administrador do grupo criminoso. A Europol, agência responsável pela cooperação entre as forças policiais da União Europeia, confirmou o papel de coordenação exercido pelo suspeito. Além do adolescente na Espanha, outras duas pessoas na faixa dos 20 anos foram alvos de prisões em diferentes países. Uma delas foi capturada no Reino Unido, enquanto a outra acabou detida na Romênia. Autoridades de Porto Rico já apresentaram um pedido formal de extradição para o homem preso em território britânico. As investigações também identificaram uma quarta pessoa apontada como desenvolvedora das ferramentas utilizadas pelo grupo. Ela completou 18 anos em agosto e ainda era menor de idade no período em que parte dos crimes investigados aconteceu. As autoridades optaram por não efetuar a prisão deste quarto envolvido neste momento.

Atuação e extorsão do grupo

O grupo KillSec concentrava suas ações na exploração de falhas em programas e sistemas de segurança digital. Os criminosos também invadiam pontos de acesso à internet protegidos de maneira inadequada, com foco em serviços de armazenamento de arquivos na nuvem. Por meio dessas invasões, a quadrilha conseguia copiar informações confidenciais pertencentes às vítimas. Após a obtenção dos dados, os criminosos passavam a ameaçar as organizações com a divulgação pública do conteúdo. A exigência principal era o pagamento de resgates em dinheiro para evitar o vazamento das informações roubadas. Segundo os registros da Europol, o esquema criminoso rendeu valores expressivos aos operadores da rede de extorsão. O avanço das investigações permitiu que as forças de segurança realizassem buscas em oito residências distribuídas pela Espanha, Grécia, Romênia e Reino Unido. Durante as diligências nestes locais, os policiais apreenderam diversas provas materiais e bens relacionados diretamente ao caso.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp