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ELEIÇÕES NO EXTERIOR

Adolescente brasileira de 17 anos é agredida com soco após votar em Lisboa

Uma brasileira de 17 anos levou um soco perto do local de votação em Lisboa, neste domingo (25). A polícia portuguesa abriu inquérito e o agressor fugiu.

Redação MNMundo2 min de leitura
Adolescente brasileira de 17 anos é agredida com soco após votar em Lisboa
Foto: Reprodução

Uma brasileira de 17 anos foi agredida com um soco neste domingo (25), em Lisboa, depois de votar no segundo turno da eleição presidencial. O caso ocorreu perto da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a cerca de duas quadras do local de votação. O agressor fugiu.

O que se sabe sobre a agressão

De acordo com a representação diplomática do Brasil em Portugal, a jovem tinha acabado de votar e caminhava com a família quando foi atingida por um homem. Uma equipe da embaixada foi acionada por outros brasileiros que presenciaram a cena. A vítima caiu ao chão, recebeu os primeiros socorros em uma tenda do Corpo de Bombeiros e foi levada de ambulância ao Hospital São José.

A agressão foi filmada. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um homem de camiseta amarela, acompanhado de uma mulher, se afastando enquanto é acusado por pessoas no local. A embaixada do Brasil não confirmou se o homem que aparece nas imagens é o agressor.

Investigação

Alessandro Candeas, representante diplomático do Brasil em Lisboa, afirmou que a PSP (Polícia de Segurança Pública) de Portugal tem o registro dos vídeos, vai identificar o agressor e instaurar o inquérito. Ele classificou o episódio como "muito grave" e "inaceitável" e disse que o consulado fará o possível para que o caso "não fique impune". O agressor ainda não foi identificado.

Reação do PT em Portugal

Pedro Prola, da coordenação do núcleo do PT em Portugal, condenou a agressão e afirmou que o partido relatou outros episódios de intimidação em Lisboa, com eleitores relatando ofensas verbais e ameaças de agressão física. Ele disse que o núcleo quer reconhecer a tranquilidade do processo eleitoral do ponto de vista institucional, mas condenar as práticas de violência e intimidação. Ivonete Santos, também da coordenação do partido, disse que o núcleo vai acompanhar a família e o processo de responsabilização.

A identidade da jovem não foi divulgada. Até a publicação, não havia informação sobre o estado de saúde dela após o atendimento no hospital nem manifestação do agressor ou de sua defesa.

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